Metatopia
Delirium ex Machina
Metatopia
Delirium ex Machina
Metatopia é uma galeria que, desde 2021, investiga as materialidades digitais e suas hibridizações das telecomunicações na arquitetura, no urbanismo, nas artes espaciais e em toda forma de manifestação estética e tecnológica que emerge da convergência entre espaço, imagem e informação.
Em 2025, Metatopia chega à sua terceira edição, em colaboração com a The Wrong Biennale, uma das maiores bienais internacionais de arte digital. Nesta edição, elegemos como tema “Delirium ex Machina”, compreendido como uma forma de criação que rompe com a lógica oracular e determinista das inteligências artificiais contemporâneas.
Delirium ex Machina nasce da expressão Deus ex Machina, que significa “Deus surgido da máquina”, referência clássica a soluções que emergem ex nihilo, do nada. A exposição propõe tensionar essa ideia, sugerindo que é a própria máquina que delira, produzindo ficções, narrativas e novas imagens possíveis.
Convidamos artistas, arquitetos, cientistas e escritores a explorar o delírio maquínico como potência poética e crítica, investigando as ficções produzidas por inteligências artificiais e suas reverberações nas fronteiras entre o humano e o não humano.
Metatopia é uma exposição produzida e sediada pelo Aisthesis Lab, fundado e dirigido por Luciana de Paula Santos, arquiteta, artista, curadora e doutoranda.
Chamada aberta:
Artistas
Onde estamos
Exposição
Alexandra Bouge | França
SETINME | 2020
Em meus filmes, mostro o vodu, a energia do universo.
FISH FARMING | 2020
Trabalhei sobre a violência humana contra os animais, as plantas e o meio ambiente.
FIRE CEREMONY | 2020
Em meus filmes, mostro o vodu, a energia do universo.
PROCESSION | 2021
Em meus filmes, mostro o vodu, a energia do universo.

BIOGRAFIA DA ARTISTA
Sou cineasta, poeta e artista visual. Em 2022, fui selecionada para o Women’s International Film Festival Nigeria (WIFFEN), onde recebi uma Menção Honrosa pelo meu filme “Modern Agriculture”, e também para o Rotary Short Film Festival (Rofife), na Turquia. Em 2021, fui selecionada para a 34ª edição do “Instants Vidéo Numériques et Poétiques”, na Friche la Belle de Mai, em Marselha; para o 4º Multicultural Film Festival, em Toronto; para o Athens Digital Arts Festival / Hybrid Edition; para o International Short Film Festival Detmold, na Alemanha; para o International Ecological Film Festival To Save and Preserve, na Rússia; para o International Short Film Festival Oberhausen; e para o Dog Film Festival.
SITE DA ARTISTA: http://alexandrabouge.tumblr.com/
Alexander Limarev | Sibéria | Rússia
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Salut to Joseph Beuys | 2014
20 Beuyses paralelos; figurativos e abstratos

BIOGRAFIA DO ARTISTA
Alexander Limarev, artista independente, artista de arte postal, curador, coordenador de projetos de arte infantil, poeta visual e fotógrafo da Sibéria/Rússia. Participou de mais de 1000 projetos e exposições internacionais. Suas obras fazem parte de coleções particulares e de museus em 72 países.
SITE DO ARTISTA:
http://parallels2000.blogspot.com/2014/10/alexander-limarev-1964.html
Amal Alshoura | Emirados Árabes
Folie | 2025
Um estudo visual que transforma a fotografia editorial em terror, onde cada personagem personifica uma forma distinta de loucura, refletindo seus estados psicológicos internos.

BIOGRAFIA DA ARTISTA
Amal Alshoura é uma graduada de 21 anos em Design Multimídia pela Universidade Americana de Sharjah, com uma sólida formação em cinema e animação. Sua experiência abrange direção, produção, edição, roteiro, direção de arte, design de som e animação, permitindo-lhe abordar projetos com uma perspectiva multidisciplinar. O trabalho de Amal frequentemente explora temas de comportamento humano e identidade cultural, refletindo seu interesse em questões sociais por meio de narrativas envolventes e subtextos visuais. Apaixonada por usar o cinema como ferramenta de reflexão e diálogo, ela continua a desenvolver sua voz como cineasta e produtora criativa, buscando criar histórias que impactem profundamente o público.
SITE DA ARTISTAhttps://www.instagram.com/amalalshoura/
Andrey Koens | São Paulo | Brasil
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Sem título | 2022
Andar em círculos é possivelmente um dos atos de preocupação mais repreensíveis. Como quando, em um filme, personagens em desespero, perdidos em uma floresta, percebem que estão presos ali em sua falta de sentido, enquanto uma câmera, fixa em um ponto específico, registra, repetidamente, seu retorno e frustração.
Nas imagens, dois movimentos são embaralhados pelo aprendizado confuso da máquina: no primeiro, o ato de se perder em uma paisagem que olhamos, mas não vemos; no segundo, o traçado de caminhos retos, feitos de linhas tortas.
"Já estive aqui antes" reflete sobre um retorno ao lugar da preocupação, uma espécie de ponto de partida onipresente, como um fantasma de futuros que ainda não temos, que possivelmente nem existirão, mas que jamais poderíamos perder.
Sem título (O mundo desnatural) | 2021
impressão gliclée em papel algodão matte, imagem digital por captura de tela em grande formatoúnico100 x 80 cm (39.4 x 31.5 in) - peça única.
A construção do mundo
Nelson Goodman em seu livro Ways of Worldmaking defende que a criação de novos mundos se dá no estabelecimento de novas perspectivas sobre um mesmo mundo e seus símbolos, onde todas as possibilidades residem. Assim, nesses trabalhos, a construção da paisagem de outros mundos vazios e genéricos serve de dispositivo alegórico para o tensionamento estético e a construção de narrativas e experimentos mentais.
Gaia desnaturada
É comum no Brasil ouvir o termo “mãe desnaturada”, geralmente como uma cobrança à mulher sobre a manutenção de uma postura tradicional e ditada por valores patriarcais. Fora desse contexto, a ideia de ‘desnatural’ soa estranha: não há espaço para o não natural, atípico, e assim não nos referimos a ele. Um outro uso mais específico da palavra, desnaturalizar-se, pode estar relacionado também a renúncia ou perda dos direitos de cidadão de um país. A expropriação do desnatural (no costume e na possibilidade individual) parecem ser um tema recorrente na tecnologia e seus modelos funcionais naturalizados: o aceite mandatório e compulsivo dos ToS (termos de serviço), cujas penalidades são a expulsão e o cancelamento. Não se referem aqui exclusivamente os termos das mídias sociais, mas também todo o tipo de “emprego” mediado pelas tecnologias atuais. O extrativismo predatório da existência humana está intimamente ligado àquele da natureza: quem é o indivíduo no bigdata, ou qual a importância de um único Jacarandá na floresta? As árvores somos nós, no melhor sentido. A partir disso, cria-se a relação: a gaia desnaturada vai sendo, pouco a pouco, expurgada dos pequenos pontos que arquitetam sua existência. Os pequenos vetores {x: float, y: float, z: float}, que se assemelham aos nossos corpos digitais, vão se exaurindo, sendo deletados, juntados e esculpidos, até que sobre apenas a sugestão do que foi uma paisagem.
Imagem computacional como pintura
Considerar estes trabalhos pinturas é como planejar de antemão um grande retorno conceitual: a imagem como conhecemos se desenvolve nas práticas pictóricas, e ao relembrar os conceitos mais primordiais da materialidade e plasticidade delas podemos evocar a pintura. Trata-se aqui da confluência entre mídias, mais que da negação de alguma específica. Para os trabalhos desta série, é interessante explorar sua materialidade. A produção das imagens tem relação com o extrativismo: os algoritmos que geram as núvens de pontos feitas à imagem das formações naturais são de grande consumo energético e físico, utilizando grandes quantidades de energia elétrica e memória alocada na parte física do computador, além do próprio trabalho de processamento. Como quem enche um balde de água, é necessário um “balde” para as informações, que ficam salvas como sequências de transistores ligados e desligados. O processo de criação aqui é próximo do criticado processo de mineração de criptomoedas; gera calor, barulho e informações, que podem ser capturadas e modeladas. A dimensão das imagens, bastante alta em algumas, também é importante pois, por serem capturadas da tela ao invés de renderizadas, tem uma correspondência direta com o tamanho físico das telas utilizadas no atelie. Outra correspondência conceitual à pintura é o pigmento: o trabalho é digital, mas sua finalização (para expor, comercializar etc) é em impressão sobre papel. Os pigmentos da impressão gliclée fine art são minerais, próximos dos utilizados na produção de tintas acrílicas e óleo; extraídos da natureza. O papel é de algodão, outro suporte comum na imagem pictórica. Assim, ao evocar as relações entre imagem digital e pictórica, desejo reafirmar as implicações teóricas e filosóficas do fato: o digital é o natural,
refinado.

ARTIST BIO
Andreas Koens | São Paulo, Brasil,
Koens se considera um pintor, embora suas obras representem um retorno conceitual à prática por meio de imagens computacionais, inteligência artificial e robótica, onde, apesar da construção digital, formaliza trabalhos concebidos para a fisicalidade de corpos e espaços. Atualmente, cursa mestrado em Artes Visuais no Instituto de Artes da UNESP, sob a orientação de Sérgio Romagnolo, onde investiga as tensões relativas às sensibilidades que subjetivam os dispositivos tecnológicos atuais, unindo a complexidade computacional às práticas tradicionais. De 2020 a 2023, integrou o GAIA (Grupo de Arte e Inteligência Artificial da FAUUSP/Inova USP), onde participou da organização e produção do projeto Demonumenta (2021).
SITE DO ARTISTA: https://koens.com.br
Andrew Reach | Cleveland | Ohio | Eua
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ASTERISCUS III | 2021
Impressão jato de tinta curada por UV sobre acrílico cortado em CNC, montado sobre alumínio composto.
ASTERISCUS III é uma exploração da abstração geométrica a partir do uso de símbolos — neste caso, um asterisco específico do Unicode Standard. O símbolo do asterisco tem origens antigas, sendo utilizado por diversas culturas ao longo da história com diferentes propósitos. Ele se tornou um símbolo universal, incorporado ao tecido da tecnologia por meio do Unicode Standard.
Nesta forma, teço cores e contrastes fortes em preto e branco para energizar opticamente a composição em múltiplas camadas. O símbolo usado em ASTERISCUS III é designado no Unicode Standard como U+1F7BA, com o nome “Extremely Heavy Six Spoked Asterisk”. O Unicode Standard designa todos os símbolos, atribuindo-lhes dados de codificação que podem ser utilizados de maneira uniforme em tecnologia internacionalmente. O U+1F7BA se distingue de outros asteriscos do padrão Unicode pela espessura de seus raios, em contraste com os asteriscos mais delicados do código.
Transformar esse símbolo — originalmente usado em programação, linguagem, telecomunicações e matemática — em um objeto geométrico é uma expressão da tecnologia convertida em estética, uma linguagem visual que fala sobre o nosso tempo tecnológico.
ASTERISCUS I | 2021
Impressão jato de tinta curada por UV sobre acrílico cortado em CNC, montado sobre alumínio composto.
ASTERISCUS I é uma exploração da abstração geométrica a partir do uso de símbolos — neste caso, um asterisco específico do Unicode Standard. O símbolo do asterisco tem origens antigas, sendo utilizado por diversas culturas ao longo da história com diferentes propósitos. Ele se tornou um símbolo universal, incorporado ao tecido da tecnologia por meio do Unicode Standard.
Nesta forma, teço cores e contrastes fortes em preto e branco para energizar opticamente a composição em múltiplas camadas. O símbolo usado em ASTERISCUS I é designado no Unicode Standard como U+1F7BA, com o nome “Extremely Heavy Six Spoked Asterisk”. O Unicode Standard designa todos os símbolos, atribuindo-lhes dados de codificação que podem ser utilizados de maneira uniforme em tecnologia internacionalmente. O U+1F7BA se distingue de outros asteriscos do padrão Unicode pela espessura de seus raios, em contraste com os asteriscos mais delicados do código.
Transformar esse símbolo — originalmente usado em programação, linguagem, telecomunicações e matemática — em um objeto geométrico é uma expressão da tecnologia convertida em estética, uma linguagem visual que fala sobre o nosso tempo tecnológico.
#43Hashtags | 2021
Impressão jato de tinta curada por UV sobre acrílico cortado em CNC, montado sobre alumínio composto.
Individualmente, temos em nossas mãos a tecnologia mais poderosa que a humanidade já criou: o smartphone. Historicamente, vivemos em nossas casas, trabalhamos em escritórios e vamos a lugares para lazer e convivência. Estar nesses espaços físicos nos dá um senso de lugar, de história.
Mas, cada vez mais, não estamos em um local físico interagindo com o mundo em tempo real — e sim em um espaço virtual, com nossos telefones navegando por nossas mentes. As redes sociais tornaram-se as grandes mediadoras dessa nova jornada coletiva.
Nesse processo, a linguagem está sendo reduzida: símbolos substituem palavras, abreviações substituem frases. O símbolo de hashtag tornou-se o emblema que melhor representa o espírito do nosso tempo (zeitgeist) nesse novo território. Quando publicamos uma hashtag, anexamos metadados que nos conectam ao mundo. Tornamo-nos encontráveis. Podemos ser localizados.
A obra #43Hashtags, como o nome indica, contém 43 símbolos de hashtag. Cada um é diferente, representando a diversidade — pois por trás de cada hashtag há uma pessoa. O número 43 surgiu da tentativa de criar uma forma semelhante a uma nuvem, e essa foi exatamente a quantidade necessária para alcançá-la. Essa referência ao misterioso lugar onde os dados residem — a nuvem (the cloud) — é uma metáfora de “You Are Here”, o lugar onde nossos “eus virtuais” habitam. Onde nossos dados estão, nós também estamos.
BIOGRAFIA DO ARTISTA
Andrew Reach é um artista abstrato que trabalha com mídias digitais. Sua bem-sucedida carreira de 20 anos como arquiteto foi interrompida quando uma doença na coluna o incapacitou e o impediu de continuar exercendo a profissão. Seu último projeto como arquiteto na HOK Architects foi o Frost Art Museum em Miami, Flórida. Sua reinvenção, de arquiteto para artista, começou quando ele passou a criar arte digital como terapia para lidar com a dor debilitante. Seu trabalho já foi exibido nos Estados Unidos em exposições individuais e coletivas, incluindo uma exposição individual no Frost Art Museum. Suas obras fazem parte de coleções particulares, corporativas e institucionais, entre elas a Coleção Permanente do Frost Art Museum e a Coleção de Arte da Cleveland Clinic.
SITE DO ARTISTA: https://www.andrewreach.com
Anne Herzbluth | Alemanha
Searching For The Place The Eyes Cant't See | 2021
As diversas linguagens da arte compartilham o mesmo objetivo: transformar o que acontece no momento em algo permanente. Criar um alicerce, uma base para a ordem das coisas. Como uma espécie de resposta, que raramente percebemos na natureza. O que tento fazer é deixar minha marca. Estou aqui, falho, sou feliz, sou triste. Tenho medos e estou cheio de esperança. Tenho uma ideia, a persigo e é por isso que trabalho. No fim das contas, não me interesso por coisas que compreendo completamente. Saber que se deparou com as coisas certas é mais importante do que entendê-las. Há verdades que jazem sob a superfície das imagens, verdades que se revelam apenas esporadicamente, como a aurora boreal em um céu de inverno. Coisas que não sentimos, esquecemos. Através do meu trabalho, gostaria de criar momentos no tempo em que nossa imaginação se sobrepõe à realidade. São esses os momentos em que estamos vivos.

BIOGRAFIA DA ARTISTA
Em meu trabalho, não me preocupo necessariamente com a mudança, mas sim com o ato de preservar – com a prática de olhar além da superfície para o que está dentro das coisas, talvez até mesmo investigando mistérios insolúveis.
SITE DA ARTISTA: https://www.anne-herzbluth.de/
Aphex Redditor | Montreal | Canadá
Doom Scroll | 2022
Doom Scroll é um vídeo de canal único que examina a relação entre o espectador e o fluxo contínuo de conteúdo banal em plataformas de mídia social. O vídeo é composto por um número aparentemente infinito de vídeos do TikTok que "rolam" rapidamente, um após o outro. Os vídeos individuais variam de TikToks apropriados e recuperados do aplicativo a TikToks encenados criados pelo artista para imitar tendências populares, como dublagem de trechos de áudio, encenação de cenários românticos para o público e conselhos. Esses vídeos comuns são gradualmente intercalados com imagens encontradas e perturbadoras que subvertem os formatos convencionais de tendências do TikTok. Esses vídeos, embora individualmente sirvam como entretenimento, cumulativamente se tornam uma cacofonia sensorial que dessensibiliza o espectador ao material exibido. Doom Scroll, apresentado em loop, simula a experiência de ser fisicamente incapaz de parar de rolar a tela.

BIOGRAFIA DA ARTISTA
Aphex Redditor é uma artista digital emergente radicada em Montreal. Inspirada pelo movimento artístico pós-internet da década de 2010, sua obra explora a relevância contínua da cultura contemporânea das mídias sociais. Ela trabalha predominantemente com imagens encontradas, tratando o cenário social da internet como uma fonte inesgotável de material visual e conceitual.
SITE DA ARTISTA Instagram: @aphex.redditor
Årad Kylsjhu | Rio de Janeiro | Brasil
Colecionados de moedas visita deserto de concreto | 2021 | videoarte, 3D
A obra mescla viagem no tempo com o retorno de memórias; transitar ambientes de um passado quase apagado, ou frequentar seu futuro incerto. As moedas, um símbolo decadente pela virtualização da monetização e ainda um elemento que indica grande desigualdade social é tomada como objeto de busca por um prazer fetichista. Trabalho autoral construído a partir de softwares de modelagem 3D, animação e efeitos especiais e, também, edição de video e produção sonora aprendidos de maneira autodidata pelo artista.
I’ve been wrestling with obsessive thoughts. Help me. Break it. Make me cum | 2021 | animation, videoart, 3D
Conceituação, desenvolvimento 3D e animação pelo artista Arad. Soundtrack por LEVI ATÃ
ARTIST BIO
Årad Kylsjhu, também conhecide como @_4.7_4.77777 é um artista multimídia não binário que mescla experiências neosensoriais físicas e virtuais enquanto explora conceitos como futuro, design especulativo, obsolescência (descarte e materiais), ciência, gênero e identidade através de manipulação da imagem, do som e da arte 3D. O artista é pós-graduado em Desenvolvimento de Tecnologias Digitais e também atua como web designer.
ARTIST WEBSITE https://aradkylsjhu.wixsite.com/my-site-5/
INSTAGRAM https://www.instagram.com/_4.7_4.77777
Arnau Tàsies | Barcelona | Espanha
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Hidden Data | 2024
Este projeto explora o erro no motor de IA. O fluxo de trabalho consistiu em alimentar o TouchDesigner com o ComfyUI e usar ruído aleatório como guia para o comando. Com essa abordagem, o motor faz certas suposições, distanciando-se da intervenção humana. A ideia central é combinar técnicas procedurais, paramétricas e generativas, liberando o máximo de controle possível; assim, a semente aleatória do motor de IA e o ruído aleatório são condições que o humano não pode controlar. Esse processo é inspirado na teoria dos jogos contraintuitiva do paradoxo de Parrondo, onde dois jogos perdedores combinados produzem um jogo vencedor. As imagens exploram a alucinação da IA, gerando paisagens distorcidas onde elementos humanos, arquitetônicos e mecânicos são combinados, revelando padrões ocultos.

ARTIST BIO
Arnau Tàsies (Barcelona, 1982) é um artista e pesquisador com bacharelado e mestrado em Arte e Design que utiliza tecnologia e novas mídias para explorar e investigar as conexões entre computação, materialidade e arte. Ele combina a prática artística com o ensino e a pesquisa, além de trabalhos comerciais para clientes nacionais e internacionais. Tàsies também se apresenta ao vivo com artistas musicais, gerando visuais em tempo real; ele já se apresentou em espaços em Barcelona e Madri. Sua linha de trabalho se concentra em uma relação estreita com a tecnologia e as novas mídias. Ele explora os limites da linguagem e da comunicação por meio de softwares, algoritmos, máquinas e a interação entre o material e o digital, buscando criar espaços de reflexão entre tecnologia e pensamento. O trabalho de Tàsies já foi destaque em veículos de comunicação como Il Tirreno (edição impressa italiana), RTVE 4 (entrevista de rádio), La Razón (edição impressa), Magculture, Metal Magazine, Yorokobu, TimeOut (edição impressa) e outras plataformas online. Suas obras foram exibidas na Espanha, nos Estados Unidos, na Itália, na Alemanha e em Hong Kong. Atualmente, ele faz parte do coletivo internacional Techspressionism e é representado pela Galería Azur em Berlim.
ARTIST WEBSITE https://arnautasies.cargo.site/
Bariya | New Delhi | India
Med Dew Dims | 2021
Med Dew Dims nasce como um movimento não cooperativo diante da escassez imposta pelos sucessivos (des) manejos que vivemos. É uma tentativa de alcançar, em nossa prática, uma sensação de atemporalidade atravessando pandemia, pânico e crise. Trata-se também de um gesto de diluir instintos básicos em traduções sonoras e interações metaturnas, nostálgicas, entre poesia e ragas indianas. Neste trabalho, damos continuidade às nossas traduções literárias anteriores, transformando agora os poemas em partículas sonoras — “grãos” de áudio. Esses grãos são sobrepostos e recombinados em um espaço granular cuja forma é definida pelas características do próprio meio em que operam. A duração de cada grão, sua velocidade, altura percebida, densidade, o modo como se distorce ou se espelha: tudo isso é decidido pelas propriedades do meio — sua densidade, gravidade específica, temperatura, reatividade, viscosidade e até sua tendência a evaporar.
Nosso objetivo é investigar, por uma lente aural aliada à poesia, como a experiência sonora do bromo difere da do mercúrio, do aço, do etano e de outros materiais. A transmissão acontece à noite, em diálogo com as ragas indianas noturnas (como Malkauns, Adana e Kafi), que servem de base estrutural. Med Dew Dims foi composto com oito dispositivos de áudio Max for Live de código aberto (em desenvolvimento contínuo). Buscamos um ponto de equilíbrio dentro das limitações do nosso universo sonoro, criando associações a partir de leituras ultrassônicas: traduzimos a velocidade do som em cada meio para o BPM do áudio; a gravidade específica para intervalos de mudança de tom; a viscosidade cinemática para atrasos que variam de 7 segundos a 7 minutos; e novamente a velocidade do som para um segundo tipo de delay. Variáveis de temperatura alteram a velocidade do som, alimentando dois osciladores simples com síntese de amplitude integrada, criando assim uma sensação contínua de movimento.
Com Metatopia, especulamos sobre futuros possíveis de novos meios sensoriais, onde a poesia encontra uma forma mínima e granular de presença, hesitando em se misturar a prescrições musicais vibrantes — mas tocando-as à distância.
ARTIST BIO
Bariya | New Delhi, India - Pratyush Pushkar e Riya Raagini, também conhecido como BaRiya, é uma dupla emergente de Artistas Transdisciplinares Queer de Nova Delhi, Índia. Navegando desorientadamente (poeticamente), BaRiya assume a arte como um órgão para dissolver-habitar pelos restos da espiritualidade marginalizada, criar um consenso vocal com a natureza, meditar em todo o espectro de gênero e sondar compulsões (quânticas): ao mesmo tempo em que reconhece verdadeiramente o binário e o racial barreiras questionando invenções espirituais íntimas. Eles continuaram a espiralar transcendentalmente para a frente e para trás arte sonora, poesia visual, fotografia, traduções multimídia e filosofia. Obras e exposições recentes - OctoDurga -The Stage @ Thyssen Bornemisza Art Contemporary-TBA-21, How to Treadly- Bornemisza National Museum, Madrid, City Museum of Ljubljana, # cop26 As If Radio 2021, Sonic Mukhwas - Festival Sur Aural, Med Dew Dims (Tsonami Arte Sonoro, Radio Tsonami, Radiophrenia 2022 (Centro de Artes Contemporâneas, Glasgow, The Bauhaus-Universität Weimar-FutureNostalgia.fm 2022), e outros. (Instagram- @nonlocalbariya Website- bariyastudio.com)
ARTIST WEBSITE https://www.bariyastudio.com/
Beile | China
Bug Dystopia | 2025
Bug Dystopia (2025) expande a premissa de Delirium ex Machina ao explorar como o delírio maquínico, em vez da intervenção divina, gera novas formas de sentimento. O vídeo é uma colaboração entre IA e humanos que encena uma conversa interespécies entre humanos, a mariposa-rami e a inteligência artificial. "Inseto" refere-se tanto à mariposa quanto à falha sistêmica, sugerindo que o erro se torna um campo de invenção. A mariposa colide repetidamente com estruturas urbanas luminosas, enganada por sua inteligência sensorial e presa em ambientes moldados pelo design humano. Usando voz gerada por IA, gravações de áudio no local e digitalizações 3D, a obra constrói um campo de navegação alternativo onde a desorientação da mariposa se cruza com as alucinações emocionais dos algoritmos. Um sinal de sobrevivência sintetizado é mais artificial do que o som de uma mariposa batendo em um vidro? Em última análise, Bug Dystopia convida os espectadores a refletir sobre como a empatia circula quando as formas de percepção humana, não humana e maquínica colapsam em um delírio compartilhado e em constante desdobramento em nosso momento contemporâneo.

ARTIST BIO Beile Hu é uma artista interdisciplinar e pesquisadora de performance, som e imagens em movimento. Expandindo seu trabalho para incluir as relações intrincadas entre árvores, solo e arquitetura dentro da ecologia urbana, seu objetivo é explorar o potencial do corpo humano como um sensor que pode ser transformado por meio de paisagens sonoras e suas interações íntimas com entidades não humanas. Beile está concluindo seu mestrado em Belas Artes na Escola do Instituto de Arte de Chicago (EUA), tendo recebido o prêmio Visionary Scholars Award. Anteriormente, ela obteve um bacharelado em Estudos de Comunicação Internacional pela Universidade de Nottingham (Reino Unido). Beile já expôs e apresentou performances internacionalmente, incluindo no Museu de Arte Contemporânea de Chicago (Chicago, EUA), no Historic Black Mountain College (Carolina do Norte, EUA), no Asian Improv aRts Midwest (Chicago, EUA), no Fried Fruit Art Space (Wilmington, EUA), no Reflejo de Urbe a Pie (Caguas, Porto Rico) e na Ivory Gallery (Xangai, China).
ARTIST WEBSITE https://beile.site/
Blanche the vidiot (Szabina Péter, Kristóf Bodnár) | Hungary
Saving Lot | 2022 | Hungary
Em um videogame, queríamos repensar o tema da Última Ceia e seu sistema de motivos artísticos, mas nesta primeira fase do vídeo, a mesa de jantar inesperadamente pegou fogo. "O olhar está em chamas, a perspectiva está em chamas, a visão está em chamas, a percepção do olhar está em chamas, os sentimentos de alegria, sofrimento e neutralidade que surgem dependendo da percepção do olhar estão em chamas."

BIOGRAFIA DOS ARTISTAS
Szabina Péter Nascida em 1987, Ózd, Hungria; artista audiovisual, fotógrafa e esteta. Recentemente, tem atuado principalmente nas áreas de multimídia, instalação, fotografia, videoarte e música eletrônica. É membro dos projetos blanche the vidiot e dj goodbye desde 2020.
SITE DA ARTISTA: http://peterszabina.com/
Kristóf János Bodnár Nascido em 1984, Nyíregyháza, Hungria; artista audiovisual, engenheiro de som e filósofo. Atualmente, trabalha principalmente nas áreas de videoarte e música eletrônica – sobretudo por meio de síntese sonora analógica e digital. É membro dos projetos blanche the vidiot e dj goodbye desde 2020.
SITE DO ARTISTA: https://www.facebook.com/blanchethevidiot
Beatrice Lartigue | France
Invisible Cities | 2020
Les Villes Invisibles é uma instalação artística que gira em torno do tema da memória. Mais especificamente, esta obra investiga as noções de vazio e ausência no espaço social compartilhado que a cidade representa. Trata-se de um testemunho pessoal, que ecoa a obra Le Città Invisibili, do escritor Italo Calvino, publicada em Turim em 1972. Les Villes Invisibles retrata a Catedral de Notre-Dame de Paris, construída no século XII. Com uma área de 6.000 m² e 70 m de altura, o monumento, declarado Patrimônio Mundial da UNESCO, testemunha uma verdadeira conquista tecnológica dos arquitetos da Idade Média. Em 15 de abril de 2019, um violento incêndio destruiu a torre e toda a cobertura que protegia a nave, o coro e o transepto do edifício gótico. Assim como no livro homônimo, Les Villes Invisibles apresenta um espaço onde o visitante pode "entrar, passear, talvez se perder, mas onde, em algum momento, precisa encontrar uma saída, ou mesmo várias saídas". "A crise da supercidade é o outro lado da crise da natureza". Italo Calvino. Les Villes Invisibles se baseia em continentes imaginários e traz de volta ao centro da discussão questões levantadas por técnicas como a fotogrametria (notadamente desenvolvida nas áreas da cartografia e da arqueologia), que questionam o lugar do homem nas cidades modernas, como um espaço de história e desejo. A fotogrametria combina um conjunto de técnicas utilizadas para determinar a forma, as dimensões e a posição espacial de um objeto a partir de um conjunto de fotografias. Esse processo inclui uma fase de registro fotográfico das perspectivas e uma fase de renderização, para produzir um modelo 3D. Essa técnica questiona nossa percepção da realidade, seu registro em um determinado momento (antes ou depois de um desastre) e sua precisão científica (a grande quantidade de dados necessária...). Por fim, a narrativa apresentada em Les Villes Invisibles confronta essa captura da realidade com sua percepção, especialmente através da passagem do tempo e da distorção dos nossos sentidos (visão onisciente, sensação de ubiquidade). Os desenhos em papel fixam no tempo essa percepção do local.

BIOGRAFIA DA ARTISTA
Utilizando novas mídias, Béatrice Lartigue cria instalações que exploram nossas percepções de espaço e som. Essas obras, nas quais o visitante se torna ator, provocam uma perda de referência e oferecem uma interpretação sensível de fenômenos impalpáveis, conferindo-lhes materialidade, como por meio de feixes de luz e som no espaço (Passifolia, 2020), a força do vento na paisagem (Nebula, 2018) ou o desdobramento de uma partitura musical em volume (Portée/, 2014).
SITE DA ARTISTA: https://www.instagram.com/beatricelartigue/
BSBLOrk - Orquestra de Laptops de Brasília
Retrospectiva em homenagem aos 10 anos da BSBLOrk
Princípios Poéticos
O ponto de partida estético das obras do BSBLOrk, inspirado em compositores como H.-J. Koellreutter e Conrado Silva, tem sido o questionamento crítico e a ampliação dos horizontes das linguagens musicais e técnicas, integradas à dança, artes dramáticas, visuais e performáticas, buscando vivenciar processos criativos verdadeiramente contemporâneos, no sentido da construção colaborativa de uma visão sistêmica do mundo. , holonômico e fractal. Para a orquestra não basta dizer coisas novas, mas encontrar novas formas de dizê-las, que só a linguagem poética permite desde a abertura semiótica ao imprevisível de processos híbridos, interativos e transmidiáticos de livre improvisação, agora também assistidos por inteligência. , as noções de complexidade, relatividade, acausalidade, ametria, paradoxo, aleatoriedade, complementaridade, atemporalidade, sinérese, multidimensionalidade, gestalt, não linearidade, entropia, caos, fractais e holonomia, entre outras, aparecem em suas práticas experimentais dialógicas.
Integração do BSBLOrk ao coletivo de dança Corpo Baletroacústico
Desde o início, a orquestra foi idealizada por Eufrasio Prates, Bacharel em Música e Doutor em Letras, para também trabalhar em conjunto com o grupo de dança experimental Corpo Baletroacústico, coordenado por Cínthia Nepomuceno, graduada em Dança pela Unicamp, doutora em Arte pela UnB e professora de dança do IFB - Instituto Federal de Brasília, em parceria com Prates.
Recursos tecnológicos.
BSBLOrk valoriza a utilização de recursos tecnológicos computacionais como método de expansão das capacidades expressivas da música, embora se preocupe em mantê-los no mesmo valor, ainda que intermediário, lugar como qualquer outro instrumento musical. Por isso, prioriza técnicas e meios que respondam bem à organicidade do corpo humano em movimento expressivo, como realizado pelo sistema HITS Holofratal Interactive Sound and Image Transduction, software musical livre, código aberto e livre desenvolvido por Prates, fundador e maestro de orquestra, em seu doutorado. Tais recursos oferecem possibilidades inéditas de criação e caminham de forma integrada com os conceitos poéticos de um novo paradigma, buscando um salto quântico para interpretação musical e expressão estética.
Para transformar o computador em um instrumento musical de expressividade orgânica, o BSBLOrk investe no uso de técnicas algorítmicas generativas para traduzir o movimento corporal captado pela webcam em sons fractais, além de utilizar hemisférios amplificados, que conferem uma aura focal semelhante à do um instrumento. acústico
Conquistas
Desde o início, o coletivo musical BSBLOrk recebeu significativo reconhecimento de público, mídia e institucional. Tanto que, em seu primeiro ano de atividade, a orquestra foi premiada no concurso nacional Coletividea, promovido pelo MinC, pela produção de um vídeo-documentário de uma de suas apresentações com o Corpo Baletroacústico de Brasília, além de obter um artigo de página inteira no Correio Braziliense. (2012), em Metrópoles (2015 e 2017), para ser citado em O Globo e na seção Global Ear da Revista "The Wire" (Reino Unido, Jan/2019), a maior revista de música do mundo (com mais de 1 milhões de assinantes), entre outros veículos de comunicação. Ao longo dos quase 10 anos de sua existência, esse reconhecimento também aparece no convite para participação em dezenas de eventos artísticos e científicos, a maioria deles disponíveis em seu canal no YouTube, além de diversos artigos, teses de mestrado e doutorado, tendo sido citados em o livro de Eldad Tsabary, pesquisador em música eletroacústica da Concordia University (Canadá), sobre as principais orquestras de laptops do mundo e suas metodologias de trabalho. uestra incorporou a participação de convidados internacionais e participou de grandes eventos como o "Network Music Festival 2020" (Londres/Reino Unido), o Festival "Emergent Behavior" (Tel Aviv/Israel), o TransNodal Live Coding Festival (Hamburgo/Alemanha) e a Exposição EmMeio#13 (Valência/Espanha).
Ficha Técnica do Grupo
Direção musical e regência: Eufrásio Prates
Músicos: Anésio Azevedo (Stellatum_), Eduardo Kolody, Elias Nascimento Filho, Eufrasio Prates (euFraktus X), Joenio Costa (djalgoritmo), Jackson Marinho, Philip Jones (Mentufacturer), Victor Hugo A. Araujo (Lowbin).
Programação visual e iluminação: Eufrásio Prates e Jackson Marinho.
Convidado especial: Bryan Day.
Contato: 55(61)98151-9100

BSBLOrk - Orquestra de Laptops de Brasília
em homanagem aos seus 10 anos de existência
A BSBLOrk - Orquestra de música portátil de Brasília é um algoritmo computacional interativo experimental, inspirado por inovações no formato de execução de música coletiva, pelo uso de amplificação acusmática, ao usar hemisferas multicanais, agora incorporando a teleperformance intercontinental por network live streaming e agentes de Inteligência Artificial.
Desde sua fundação em 2012, na 11a. edição do festival "Tubo de Ensaios", a orquestra se projeto de integração o corpo movimento à produção de filhos e imagens diretamente dele resultados, como meio de realizar trabalhos ecosóficos que enfatizem o respeito ao meio-ambiente, a conscientização para o desenvolvimento humano como liberdade e inclusão social.
Carla Lombardo | Argentina | Brasil
Bichinha do Mangue | 2023
A obra explora a noção do mangue (um ecossistema de transição entre rio e mar) como uma rede neural do ser vivo, em contraste com a IA como uma rede artificial na qual as imagens são geradas a partir de estímulos criados pelo ser humano.
Por um lado, levanta a questão do ser vivo e de como traduzir o desejo, explorada através da natureza inesgotável do signo poético (F. Bifo Berardi): “o músculo é a revolta da concha geológica... tudo sonha com seiva”, ou “a alquimia em suas águas é profunda, dos sedimentos, água viva”.
Por outro lado, aborda a geração de milhões de imagens-mercadoria, cujo imperativo é a exposição e a acumulação — explorada na série de imagens deslumbrantes que nunca deixam de nos seduzir. Questiona também a tirania da visibilidade, o desejo de se tornar imagem (Byung-Chul Han) e a compulsão de compartilhá-las no Instagram e no TikTok.

BIOGRAFIA DA ARTISTA
Artista multidisciplinar com formação em design e artes visuais, reconhecida por sua pesquisa sobre o corpo e as inter-relações entre sistemas vivos e redes tecnológicas. Sua prática, marcada pela interseção do urbano, do digital e do biocultural, é nutrida por abordagens críticas. Atualmente vive e trabalha em São Paulo, Brasil.
Seu trabalho combina elementos de contracartografia e tecnologia, com um foco poético e crítico, e um forte interesse em ecossistemas, criando narrativas visuais que questionam as relações entre o natural e o artificial.
SITE DA ARTISTA: https://carlalombardo.com/
Christie Lau | Londres
Cybernetic Skins | 2023
"Peles Cibernéticas" explora o espaço liminar entre o orgânico e o sintético. É a minha visão de corpos pós-humanos, imaginados com o auxílio de Inteligência Artificial. Partindo da premissa de que a humanidade não é uma entidade estática, mas sim uma construção em constante evolução, este projeto captura a essência transformadora da nossa relação com a tecnologia. À medida que avançamos, também avança a fronteira entre a nossa carne e o reino digital. A obra vislumbra um futuro onde a nossa própria pele se entrelaça com cabos e condutos, transportando não apenas sangue, mas também bytes, transpondo a divisão entre biologia e dados, vestimentas de cabos emaranhados, o corpo transitando perfeitamente para adornos elaborados. Não se trata apenas de uma fusão do homem com a máquina, mas de uma profunda metamorfose, resultando em uma entidade que é ambas e nenhuma. A paisagem digital apresentada não é meramente um pano de fundo, mas uma personagem em si mesma. Concebida visualmente com o uso de Inteligência Artificial, ela reflete um mundo que criamos, mas que talvez não compreendamos completamente. Através da fluidez da animação 3D, os espectadores são levados a uma jornada onde cada pixel, cada fibra digital, desafia as definições convencionais de vida, identidade e existência. No entanto, não é apenas o conteúdo, mas também o modo de apresentação que amplifica essa mensagem. Ao projetar este vídeo em uma instalação de tela independente, eu conecto a dicotomia digital-física, traduzindo reinos virtuais em experiências tangíveis. Esta não é uma mera tela, mas um portal — convidando os espectadores a atravessá-lo, a habitar momentaneamente meu mundo cibernético, sentindo as fronteiras difusas e percebendo a ressonância do futuro. "Peles Cibernéticas" é mais do que uma experiência visual; é uma exploração filosófica de nossos futuros potenciais, um testemunho da maleabilidade da natureza humana e uma reflexão sobre as possibilidades ilimitadas que surgem quando nos tornamos um com as próprias ferramentas que criamos.
BIOGRAFIA DA ARTISTA
Nomeada na lista dos 100 maiores inovadores de 2023 do Instituto de Moda Digital, Christie Lau é uma artista de XR (Realidade Estendida) que trabalha com moda digital, inteligência artificial e realidades aumentada e virtual. Fazendo referência à cultura da internet e à banalidade do cotidiano, seu trabalho reimagina motivos e ambientes reconhecíveis em RA e RV, numa abordagem lúdica e absurda da realidade. Recém-formada em Design de Moda e Estamparia pela Central Saint Martins, as caixas gigantes com QR Code de Christie se tornaram uma sensação viral. Na passarela, ela estreou suas peças digitais em três caixas gigantes com QR Code, usadas por modelos. Ao serem escaneadas, as caixas direcionavam o espectador para um filtro de RA onde era possível ver a coleção completa.
SITE DA ARTISTA: https://www.instagram.com/lau_christie/
Clear Shadow | França
Social Drops | 2021
Lágrimas e chuva x Principais recompensas sociais x Flash. A recompensa social é um dos principais motores que impulsionam o crescimento das redes sociais. O vício das pessoas vem em parte da descarga de dopamina que recebem quando são parabenizadas publicamente. Estudos sociais mostram que cerca de um terço dos adolescentes podem se sentir deprimidos após verificarem suas redes sociais.
Pequenas mentiras | 2021
Opiniões de líderes de tecnologia sobre seu papel na sociedade.
Lacrima Rea | 2021
Lácrima microscópica x Formato de moeda x Chuva/Lágrimas. As redes sociais geram muito dinheiro para seus proprietários, mas na maioria das vezes muita tristeza para os usuários finais. Como uma espécie de espiral dos tempos modernos, a lácrima gira e gira, antes de retornar à mesma posição inicial. Estudos científicos observaram que cada visão microscópica de uma lácrima tem formas específicas, dependendo da causa das lágrimas.
Glutton | 2021
Notificação do celular x Mãos de artista rolando a tela. Como um monstro, o glutão desperta quando as notificações aceleram.
Eu te odeio | 2021
Principais frases de ódio x tempestade. As redes sociais são um dos principais lugares para expressar ódio.
Lágrimas de Nomofobia | 2021
Gotas de chuva x Aspiração x Respiração ansiosa. Nomofobia é um tipo de medo de se separar do celular.
Fluxos de gelo | 2021
Fluxo de gelo x Seleção de mantras de líderes de tecnologia. A comunidade tecnológica mundial e líderes inovadores estão criando fundadores de startups com mantras empreendedores e de sucesso. Esses empreendedores continuam esse trabalho indefinidamente. O processo parece ser totalmente irreversível para os fluxos de gelo.
Bomba de dopamina | 2021
Movimento microscópico de dopamina x Explosões distantes de bombas. A dopamina é a principal substância que psicólogos e líderes de experiência do usuário empregados por empresas de tecnologia tentam gerar nos corpos de nossos usuários de redes sociais. Uma dose de dopamina pode ser secretada cada vez que recompensas sociais são ativadas.
Tecnologias em chamas | 2021
Principais tecnologias da web e inovação x Voz russa sintética x Fogo queimando. Cada tecnologia da web, há mais de 20 anos, é comercializada como a próxima grande novidade e disrupção, em um ciclo não virtuoso onde as pessoas são consideradas apenas usuárias e podem não entender que são o produto, ou pior, a principal fonte de enriquecimento dessas pessoas que pressionam arduamente por uma rápida adoção tecnológica.
Bolhas | 2021
Mergulho profundo x Notificação móvel x Tiro. Bolhas tentam voltar à superfície para obter oxigênio quando as notificações móveis explodem, enquanto a cena se aprofunda cada vez mais e pode acelerar até se transformar em um tiro.
Fomouse | 2021
Rolagem em redes sociais x Notificações x Respiração ansiosa. A busca incessante por redes sociais e o FOMO (medo de ficar de fora) podem gerar ansiedade para a maioria dos viciados em redes sociais.
Twalks Strangers | 2021
caminha sobre diversas substâncias x movimento browniano Este vídeo é inspirado pelo anonimato encontrado nas redes sociais e pela solidão, onde cada elemento vibra, mas não se move do seu lugar, sem interação entre si.
BIOGRAFIA DO ARTISTA
Clear Shadows se preocupa com os problemas causados pela manipulação digital, vícios digitais, falta de tecnologia para o bem, não compartilhamento de lucros, automação e seu impacto em nossas vidas e corpos. Para entender melhor o projeto Clear Shadows e suas fontes de inspiração: @digital_conception @automatization_of_life @the_darker_is_the_worst @tech_for_good_activist @anti_gafam @digital_addiction @0_and_1_digits @creative_chance @data_origination @algorithms_and_formulas @chemical_process @brownian_movement @microscopic_world @world_of_anonymous @passivity_and_manipulation @continuous_cycles @tears_and_water @induced_feelings @turning_around @unvisible
SITE DO ARTISTA: https://www.clear-shadows.com
Das Vegas | Vilnius | Lituânia
Liminal Stage | 2023
O projeto Liminal Stage surge da documentação feita pelo artista de quadros de ensino (Ensino Médio) de sua antiga escola primária na zona rural da Lituânia. Esses quadros são reimaginados através da fusão com as renomadas composições abstratas de quadrados e retângulos de Piet Mondrian. Por meio dessa reinterpretação criativa do patrimônio escolar, o artista convida os espectadores a repensarem esses artefatos educacionais com uma perspectiva estética. Essa escola primária, agora fechada pelas autoridades locais, é explorada por meio de uma abordagem singular: a fotografia sem câmera.

BIOGRAFIA DO ARTISTA
Vygandas "Vegas" Šimbelis, nome artístico Das Vegas (Lituânia/Suécia), é um artista e pesquisador contemporâneo (de mídia). Com formação em arte e design por academias de arte, sua maior titulação na área é o doutorado, título obtido no Instituto Real de Tecnologia KTH, em Estocolmo, Suécia. Com vasta experiência em belas artes e design, Vegas examina criticamente novos territórios e conduz pesquisas que questionam o papel da arte (e do artista) em relação à sociedade contemporânea e suas implicações sociopolíticas.
A interdisciplinaridade é uma abordagem abrangente no trabalho de Vegas e implica diversos recursos artísticos, científicos e tecnológicos significativos. A descolonização é a principal estrutura teórica e política de sua obra, em particular, no que diz respeito à tecnologia, seus processos de falha, hacking, aceleração e disrupção. Convergindo arte e tecnologia, erradicando as divisões entre arte contemporânea e artes midiáticas, fundindo o digital com o analógico, Vegas reflete as implicações da imposição colonial de direitos e busca a humanização da tecnologia.
Com foco e consideração pelo pós-digital, a artista se interessa particularmente em utilizar a experimentação com hackers para humanizar a tecnologia em sua contiguidade e em sua inserção no mundo real. A seguir, Vegas explora perspectivas normativas, ecossistemas conceituais e ideias de design para ampliar a percepção da humanização da tecnologia e reexaminar os discursos sociais, políticos e culturais.
SITE DO ARTISTA: www.Simbelis.com
David Mew | Los Angeles | EUA
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Co-Creators Series: Blue Current (Expanded) | 2025
Será que a IA pode, literal e figurativamente, expandir os limites da arte criada pelo homem? “Co-Criadores” começou como um experimento para descobrir. Peguei composições da minha série “Entidades Invisíveis”, criadas usando processos de design generativo, e as entreguei a uma ferramenta de IA para sobreposição de imagens com instruções precisas: preservar a estética e a estrutura originais, estendendo as imagens por meio de geometrias intrincadas e padrões mutáveis. O processo rapidamente se desfez. A IA imitou minha linguagem visual apenas brevemente antes de se dissolver em formas desconhecidas. As transições são bruscas; a fidelidade próxima às junções dá lugar a uma rápida degradação. A cor une as duas metades, mas apenas tenuamente. Em vez de obedecer, a IA impôs sua própria lógica estética. O que emergiu não foi uma colaboração harmoniosa, mas sim atrito. “Co-Criadores” não oferece uma resposta definitiva sobre se a IA e os humanos podem realmente cocriar agora ou no futuro. Revela uma linguagem visual que emerge desse atrito, onde a criatividade é compartilhada, mas nem sempre alinhada.
Será que a IA pode, literal e figurativamente, expandir os limites da arte criada pelo homem? “Co-Criadores” começou como um experimento para descobrir. Peguei composições da minha série “Entidades Invisíveis”, criadas usando processos de design generativo, e as entreguei a uma ferramenta de IA para sobreposição de imagens com instruções precisas: preservar a estética e a estrutura originais, estendendo as imagens por meio de geometrias intrincadas e padrões mutáveis. O processo rapidamente se desfez. A IA imitou minha linguagem visual apenas brevemente antes de se dissolver em formas desconhecidas. As transições são bruscas; a fidelidade próxima às junções dá lugar a uma rápida degradação. A cor une as duas metades, mas apenas tenuamente. Em vez de obedecer, a IA impôs sua própria lógica estética. O que emergiu não foi uma colaboração harmoniosa, mas sim atrito. “Co-Criadores” não oferece uma resposta definitiva sobre se a IA e os humanos podem realmente cocriar agora ou no futuro. Revela uma linguagem visual que emerge desse atrito, onde a criatividade é compartilhada, mas nem sempre alinhada.

BIOGRAFIA DO ARTISTA
David Mew é um artista visual americano radicado em Los Angeles, cuja prática une imagens digitais tradicionais, design generativo e ferramentas baseadas em inteligência artificial. As composições de grande formato de Mew, com suas abstrações em camadas, são definidas por paletas de cores saturadas, profundidade textural e detalhes meticulosos. Suas obras emergem de uma combinação de lógica estruturada e curadoria intuitiva, onde processos orientados por código dão origem à descoberta visual. Originalmente formado em desenho e pintura, a prática de Mew evoluiu com a ascensão das mídias digitais e generativas. Ele vê cada onda tecnológica, desde os primeiros softwares de imagem até os modelos de IA, não como uma ruptura, mas como um convite para expandir os limites da criatividade. Ele é um Artista Indexado no movimento Tecno-expressionismo. O trabalho de Mew já foi exibido regional e internacionalmente, ressoando com o público por meio de sua exploração de estados interiores e dos ambientes que nos moldam. Suas paisagens são feitas não apenas para serem vistas, mas para serem sentidas, oferecendo momentos de presença, curiosidade e conexão.
SITE DO ARTISTA: https://www.viderestudio.com
Davis Lisboa| Barcelona | Espanha
Davis Lisboa| Barcelona, Spain
Meu nome é Davis Lisboa (1965, São Paulo, Brasil) e moro e trabalho em Barcelona, Espanha. Sou um ilustrador e pintor hispano-brasileiro multifacetado, multidisciplinar e globalizado que trabalha para apagar as fronteiras entre artes gráficas e belas artes, alta e baixa cultura, arte e mercado, artesanato e tecnologia. Em 2009 criei o Museu Davis | Mini Museu de Arte Contemporânea Davis Lisboa de Barcelona.
site
youtube
"Ohh (self-portrait)" | 2022 | escultura, video, digital
Vídeo de uma escultura branca da minha boca e queixo girando sobre si mesma

ARTIST BIO
My name is Davis Lisboa (1965, São Paulo, Brazil) and I live and work in Barcelona, Spain. I am a multifaceted, multidisciplinary and globalized Spanish-Brazilian illustrator and painter who works to erase the boundaries between graphic arts and fine arts, high and low culture, art and market, crafts and technology. In 2009 I created the Davis Museum | Mini Museum of Contemporary Art Davis Lisboa of Barcelona.
ARTIST WEBSITE https://www.davislisboa.com/
Digital.martins | São Paulo | Brasil
Digital.martins | Brasil
Artista Visual / Designer Gráfico com foco em Digital, 3D, Motion Graphics, Animação, Vídeo / Cinema, Pós-produção / VFX. Tenho trabalhado como CG generalista / Motion Designer e Diretor de Arte desde 2007.
Post-Humanism | 2017 | digital 3D image
Uma analogia com as ideias de modernidade enterradas na areia, simbolizadas pelo David de Michelangelo, como o Renascimento sendo um precursor da Modernidade e do Antropocentrismo. Ao mesmo tempo, faz um paralelo ao filme Planeta dos Macacos, onde o Humano se depara com seu passado destruído na praia.
BIOGRAFIA DO ARTISTA
Digital.martins | Brasil | Artista Visual / Designer Gráfico com foco em Digital, 3D, Motion Graphics, Animação, Vídeo/Cinema, Pós-Produção/VFX. Trabalho como generalista de CG/Motion Designer e Diretor de Arte desde 2007.
SITE DO ARTISTA: https://digitalmartins.wordpress.com/
Елена Роменкова | Rússia
Elena Romenkova | Rússia
Elena Romenkova é uma artista de São Petersburgo, Rússia.Vive e trabalha na Áustria, como artista digital 3D, na área de manipulação de dados e "glitch art". Ela cria imagens estáticas e animações.
site
Wake me up | videoart | 2021
Essa obra de arte é uma tentativa de visualizar o estado limítrofe entre o sono e a realidade... O que eu vejo em um sonho? O que está acontecendo nele - é uma realidade? Tento captar as imagens, entendê-las... Mas não são tão claras... Diálogos com desconhecidos, como faço para conhecê-los? Este é um universo paralelo...

BIOGRAFIA DA ARTISTA
Elena Romenkova | Rússia, é uma artista de São Petersburgo, Rússia. Trabalha e vive na Áustria. Ela atua como artista digital 3D, na área de manipulação de dados e "glitch art". Cria imagens estáticas e animações.
SITE DA ARTISTA https://linktr.ee/leromash
Elif Sezen | Melbourne | Austrália

Presence #7 | 2023
'Presença' é uma série experimental em andamento de paisagens que especulam sobre o conceito de luz; incentivando a cura e a integração da experiência humana ao poetizar a natureza com visões quase surreais e de outro mundo. Orbes de luz repletas de cor são portais para facilitar o início de um renovado senso de tempo, lugar e identidade. A memória e a experiência do lugar podem ser transformadas pela nossa observação da luz como portais simbólicos que levam à renovação dentro das paisagens psicológicas internas. Incorporei mídias digitais e mistas para criar essas atmosferas evocativas.

BIOGRAFIA DA ARTISTA
Elif Sezen é uma artista multidisciplinar, escritora bilíngue e poeta radicada em Melbourne. Sua prática se desenvolve através de diversas mídias, incluindo pintura, desenho, escultura, fotografia, gravura, instalação, mídia digital, livros de artista e poesia. Ela especula sobre a reconceitualização de traços de memória que emergem de traumas e perdas familiares, pessoais e coletivas. Esse processo a leva a uma noção restauradora e celebratória de autoconstrução, desejo, saudade e um sentimento de retorno ao lar. Elif participou de diversas exposições nacionais e internacionais. Ela é autora de Universal Mother (GloriaSMH Press, 2016) e A Little Book of Unspoken History (Puncher & Wattmann, 2018).
SITE DA ARTISTA: https://www.elifsezen.com
Emanuele Dainotti | Antwerpia | Bélgica
Chiptide | 2025 | 8:52 min.
Sinopse
Em 2025, um acordo de infraestrutura do Google transforma uma região costeira belga em um sistema de resfriamento para computação de IA. A inundação é deliberada, uma otimização de custos onde a submersão humana se torna mais barata do que a realocação de servidores. Uma nova classe de trabalhadores ligados à IA se adapta à vida subaquática, seus corpos modificados, seu trabalho invisível. Entre erros de previsão e falhas do sistema, um ponto cego se abre. Algo não calculado aparece. Mas é real, ou o narrador finalmente aprendeu a ver o que os modelos não conseguem?
Conceito
Chiptide é uma videoinstalação sobre previsão como infraestrutura. Em uma cidade submersa construída para resfriamento computacional, vozes emergem tanto em imagens quanto em passagens escuras, tornando a própria percepção contestada. Usamos modelos generativos de IA ao longo da produção para selecionar sequências visuais, estruturas de áudio e ritmos de edição de acordo com a probabilidade, em vez de uma narrativa predeterminada. A previsão moldou tanto o tema quanto o método. A obra evoluiu por meio de uma cadeia de previsões sobre si mesma.
Chiptide faz parte de uma série maior sobre previsão computacional como arquitetura social e foi apresentado durante a premiação da exposição Prijs MAP Mercator 2025.

Enco | Brasil
Enco, performer e artista digital exprime em 3Ds nascidos em processos experimentais, expressionistas e abstratos, compostos por influências biomecânicas e transhumanas, imagens que carregam um aspecto fresco, mas também amortecido, projetado para ser traiçoeiro, mas também como um sonho. O hibridismo de suas obras exige uma transformação constante que vem de dentro para fora, um avesso infinito.
Gargouille | 2021
Diabo antidesign, tinha que ser ou o cravo ou a rosa. O sonho amortecido em solventes ardidos, a ressonância híbrida, elétrica. Evacua, dejeta, ejeta, projeta, ejacula, deleta.
Emma Cosgrove | Montreal/Canadá
No Volcano | 2023
Textures of two Japanese cities are woven together in this fly-on-the-wall meditation on modernization, labour, and the search for a sacred pillar in a vast and chaotic landscape. Orbiting around the magnetism of the volcano Mount Fuji, this poetic video collage shot on miniDV utilizes text in the form of journal entries as travel dispatch, while poetry skirts across the frame - a looping of the subconscious. From the megacity to the coastal down, ideas of solitude and longing are demolished and rebuilt. The accompanying soundscapes are crafted entirely from location field recordings, braiding fragments of birdsongs, human chatter, subway chimes, and mechanical rumblings.

ARTIST BIO
Emma Cosgrove is a Canadian-Irish filmmaker and artist living in Montreal. Her work explores the life cycle of objects, natural materials, sentimentality, and time, employing poetry to compliment images often shot on 8 or 16mm film. She is a fan of the precise place where nature, machines, fact and fiction intersect. Her work has been shown on NoBudge, Eternal Family, Kinoskop Analog Film Festival, the International Festival of Films on Art (FiFA), Bogota Music Video Festival, Canada Shorts, and Sweden Film Awards.
ARTIST WEBSITE https://www.yumayumayuma.com/
Enco | Brasil

Enco | Brasil
Enco, performer e artista digital exprime em 3Ds nascidos em processos experimentais, expressionistas e abstratos, compostos por influências biomecânicas e transhumanas, imagens que carregam um aspecto fresco, mas também amortecido, projetado para ser traiçoeiro, mas também como um sonho. O hibridismo de suas obras exige uma transformação constante que vem de dentro para fora, um avesso infinito.
Gargouille | 2021
Diabo antidesign, tinha que ser ou o cravo ou a rosa. O sonho amortecido em solventes ardidos, a ressonância híbrida, elétrica. Evacua, dejeta, ejeta, projeta, ejacula, deleta.

BIOGRAFIA DO ARTISTA
Enco, artista performático e digital, expressa em 3D obras que nascem de processos experimentais, expressionistas e abstratos, compostos por influências biomecânicas e transumanas. Suas imagens carregam um aspecto fresco, porém abafado, concebido para ser traiçoeiro, mas também onírico. A hibridez de seus trabalhos exige uma transformação constante que vem de dentro para fora, um inverso infinito.
SITE DO ARTISTA: https://www.instagram.com/e_n_c_o____/
Erik López | Barcelona | Espanha
DATASCAPE. Speculative City for Data to Inhabit | 2023
Qual o impacto dos dados no mundo físico? O crescimento acelerado dos dados na Era Digital está afetando profundamente o ambiente físico, e sua proliferação descontrolada continuará a remodelar e alterar a paisagem. No entanto, esses efeitos podem não ser imediatamente aparentes. Datascape representa a evolução do crescimento de dados e o data center como um monumento. Seu objetivo é explorar e representar visualmente o impacto da produção massiva de dados na paisagem física, projetando uma cidade especulativa para os dados habitarem, ilustrando as potenciais implicações desse impacto no futuro. A obra convida a uma análise crítica de nossas práticas digitais e incentiva abordagens responsáveis e sustentáveis para a produção e o consumo de dados.

BIOGRAFIA DO ARTISTA
Arquiteto e artista visual da Cidade do México. Seu trabalho experimenta com fotografia, vídeo e modelagem 3D para criar paisagens digitais que abordam temas relacionados à internet, arquitetura e sua relação com a tecnologia.
SITE DO ARTISTA: https://eriklopez.xyz/
Eris Spam_
Duo brasileiro de artistas.
⺰̸ͮͫ͒ͨ͆̂ͮ͊̀͞҉̷́҉̩͓͓̜̕ⷁ␛̢ͥͣ̓̔͛͛̏̓͏̢̧̛̠̝̜̟͕̮̼͕̀ͮͫ͒ͨ͆̂ͮ͟͝ᣞᣞᣞᣜᢻSᣳٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖٖPAMᣳ | 2021 | digital expography project
Conceituação de projeto expográfico inspirado em SPAM e excessos informacionais; em desenvolvimento na plataforma instagram.
e-topia_ site específic
Daqui a cem anos, podemos ter desenvolvido esteticamente as respostas para um ambiente híbrido totalmente compreensível e habitável, talvez nossa linguagem comum tenha morrido e outras tenham nascido ou derivado dela. Mas, por enquanto, vamos deixar como legado para as gerações futuras: uma linguagem inexistente, que não nasceu, está nascendo ou vai nascer, para pensar e criar coisas que ainda parecem impossíveis. Uma língua que ainda não nasceu pode dizer algo sobre um mundo que ainda não nasceu.
Propomos a criação de um espaço intersticial entre o físico e o digital, com uma linguagem inventada, em uma plataforma comum para nossa época e que pode morrer a qualquer momento: https://aisthesislab.art/e-topia
para as futuras gerações deixaremos um pendrive com o site funcionando off-line, concretado em algum lugar da cidade de são paulo. O https://aisthesislab.art/e-topia, ou nos poemas do autor
Fabíola Larios | México | EUA
The retro of the future | 2022 | Generative Adversarial Networks
O trabalho é um modelo de aprendizado de máquina treinado em centenas de imagens de edifícios retrofuturistas, arquitetura soviética e prédios de apartamentos de Hong Kong. Fabiola brinca com o espaço latente entre os prédios acrescentando detalhes dourados da arquitetura barroca, construindo uma arquitetura barroca retro-futurista oscilando entre estruturas que retratam um mundo alternativo onde esses prédios existem.
Fabiola Larios também participa em parceiria deste trabalho em IA;

BIOGRAFIA DA ARTISTA
Fabiola Larios, México | EUA, é uma artista de novas mídias. Seu trabalho aborda os conceitos de identidade, vulnerabilidade e a representação do eu na internet. Através do uso de aprendizado de máquina, ela trabalha com a extração de informações e imagens da internet, utilizando e manipulando o reconhecimento facial para abordar questões como a selfie, a persona na internet, avatares e o capitalismo de vigilância.
SITE DA ARTISTA: https://www.instagram.com/fabiolalariosm
Flávia Goa | Brasil
Tempo "X" | 2021
O mundo enfrenta hoje uma grande onda de violência. As pessoas estão cada vez mais isoladas em seus mundos externo e interno. Apólices de seguro de vida e de automóvel são uma constante, assim como carros circulando pelas ruas com vidros fumê e janelas fechadas, o que, na verdade, não garante segurança e acaba alimentando ainda mais o medo. No nível interno, as pessoas crescem sem parâmetros de liberdade e, com raras exceções, nem sequer imaginam o que é estar livremente na rua, ou mesmo experimentar a liberdade de sentar com amigos para conversar. As crianças crescem cercadas por medos infundados que são transmitidos até mesmo por seus próprios familiares, que, longe de valores éticos, morais, humanos e espirituais, contribuem ainda mais para esses medos que, internamente, destroem a perspectiva de vida de adultos e jovens, devido à falta de um significado maior em suas vidas. Assim, a insegurança é desencadeada internamente e o medo se torna uma prisão diária, impondo uma condição de sobrevivência e nos afastando da segurança interna de viver a vida livremente.

BIOGRAFIA DO ARTISTA
Flavia é guitarrista, improvisadora e artista sonora. Ela também atua na área da música eletrônica, compondo e gravando trilhas sonoras. É criadora do festival de improvisação F(r)esta.
SITE DO ARTISTA https://linktr.ee/flygoa
Fúcsia| Brasil
Os Poemas da Flora Intestinal | 2017
Sua Daninha | 2017
BIOGRAFIA DA ARTISTA
Fúcsia é poeta e artista multimídia desterritorial. Cria simbioses entre palavra e corpo e considera o mundo como pura colagem.
SITE DA ARTISTA: https://instagram.com/breakney.spirits
Gayatri | India
Facade | 2021
'Fachada', com uma sugestão de design paramétrico, é um contraste entre o exterior uniforme e organizado e o fenômeno caótico, orgânico e de fluxo livre que ocorre em segundo plano. No entanto, holisticamente, eles produzem uma saída equilibrada.
BIOGRAFIA DA ARTISTA
Esta é Gayatri Jagtap, uma jovem designer de arquitetura que se dedica à arte e à ficção científica, atualmente radicada na Índia. Gayatri é arquiteta, artista e fotógrafa. Possui mestrado em Design de Arquitetura pela Universidade de Nottingham, no Reino Unido. Seu trabalho artístico gira em torno da abstração e das novas mídias. Uma bela e equilibrada fusão de arte abstrata e ficção científica. Ao navegar pelo seu perfil, você encontrará muito drama geométrico, linhas e formas.
SITE DA ARTISTA: https://www.instagram.com/gayatri.jagtap

Gabriel Pessoto | Jundiaí | Brasil

ARTIST BIO
Gabriel Pessoto nasceu em 1993 em Jundiaí. Estudou Produção Audiovisual (PUCRS) e iniciou o curso de Artes Visuais (UFRGS). Desde 2015, atua como artista visual refletindo sobre o impacto da cultura visual e material do ambiente doméstico, do cotidiano, do artesanato, tal como da experiência online na construção de idealizações e desejos. O trabalho, que se manifesta sobretudo em mídias têxteis e eletrônicas, já foi apresentado em espaços de arte, galerias e instituições em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Berlim, Porto, Lisboa, Nova Iorque, Miami, Louisville, Moscou, Łódź e Teerã. Em 2020, foi premiado pela ArtConnect Magazine pelo projeto "trocando figurinhas" desenvolvido em parceria com Nicole Kouts.
ARTIST WEBSITE https://www.gabrielpessoto.com/
Gopakumar | Bahrain | India
The Wild Awakening I, II, and III
A série Wild Awakening é um conjunto de obras que explora a energia bruta da natureza, ao mesmo tempo que confronta os desafios das mudanças climáticas. Com sua interação entre inspiração orgânica e inovação digital, a série busca capturar a essência da vida selvagem e evoca uma renovada consciência da conexão da humanidade com o mundo natural. https://gopakumar.in/parametric-line-series/
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BIOGRAFIA DO ARTISTA
R. Gopakumar é um artista multidisciplinar contemporâneo da Índia. Ele utiliza arte e tecnologia como meio de abordar e chamar a atenção para questões ambientais, sociais e políticas prevalentes na sociedade. Seus trabalhos foram exibidos em instituições e eventos renomados em todo o mundo, incluindo a Saatchi Gallery em Londres, a Tate Britain, a Bienal Kochi-Muziris na Índia, o Sofia Underground na Bulgária, o Museu CICA na Coreia do Sul e muitos outros. Notavelmente, sua fotografia em movimento recebeu reconhecimento ao ser finalista do prêmio inaugural Motion Photography Prize, promovido pela Saatchi Gallery London e pelo Google.
SITE DO ARTISTA: https://www.gopakumar.in
Grupo "4" _
Mother, why did you create me? | 2021
Este projeto analisa a semelhança ideológica e física dos processos de origem humana e da rede neural nos mundos humano e técnico.
BIOGRAFIA DO ARTISTA
Group "4" | Ucrânia_Nosso grupo foi formado em 6 de novembro de 2021 para participar da 5ª edição da The Wrong Biennale. Somos da cidade de Dnipro, da Ucrânia. Temos um conceito, uma implementação técnica e nossa peculiaridade é que trabalhamos com IA e arquivos médicos.
Guaraci Nanferdes Merlhieg | Brasil
Poemas Visuais (Sem título)
Insano 1 | 2010 | video-poema
Produção: Marina DEE
Som | 2021 | video-poema
Em parceiria com Fabiano Fonseca nasceu e cresceu em um misterioso vale entre montanhas.
Aos 11 anos, de férias com a família, saiu para comprar um picolé e voltou de mãos vazias. Não sabia usar o dinheiro. Só sabia nomes de árvores, cantos de passáros e trilhas de rios. Estudou para aprender desenho, enquanto fazia música por intuição. Hoje eles o chamam de artista multidisciplinar. Canta, escreve e desenha sementes. www.fabianofonseca.com. @amatteuur.
BIOGRAFIA DO ARTISTA
Guaraci Nanferdes Merlhieg_ Brasil_depoimento: Guilherme Fernandes Garcia
Claridade e objetividade nem por caridade são traços de minha personalidade ou escrita. Contudo vamos ao todo! Fui produzido na Zona Franca de Manaus em 1975, no século passado. Meio judeu meio cigano, morei do Rio Grande do Sul a São Paulo, passando pelo Congo, França, Suiçaa, Portugal e muito recentemente por vários países Latino Americanos; em quase dois anos de mochilão… Passados praticamente mais de 44 anos subo aqui nesse palanque e tal qual Pedro Rubro, o macaco falante de Kafka, sou incitado a digitar alguns caracteres sobre minha persona. Penso que tenho caráter e caracteres o suficiente para tanto, todavia objetividade e clareza… Sou obscuro por natureza! Eterno graduando, endêmico das letras, do bacharelado em Francês com Ênfase em Teoria da literatura; sou deformado pela FALE-UFMG. Em meu percurso-percalço percorri salas e corredores também da Escola de Belas Artes, onde cursei dentre outros estudos ligados à conservação, os de: História do Livro e Conservação Preventiva de Arte Contemporânea. Escrevo desde a mais tenra idade. Dos sete para os oito anos ‘publiquei’ em São Paulo meus primeiros trabalhos pela Ed. Atelier, uma editora falsa- fajuta em que meu pai, ex- livreiro cuja graça e memória hoje nomeiam uma pequena biblioteca pública na cidade de Formiga- MG, e meu irmão mais velho, ‘artista de plástico’ e de papel, escritor de livros infanto-juvenis e ilustrador de tudo faziam. Imprimiram mambembemente os volumes: As histórias que Guilherme Contava, O Elefante & o Rato e por fim; o que ficou só na boneca: O Beija-Flor Diabético & outros contos, esse já com onze para doze anos de idade. Venho trabalhando com produção cultural, montagem, monitoria de exposições, como galerista e marchand, com distribuidoras de livros e sebos em lugares como Palácio Das Artes/Bhz – em exposições como: American Graffitti (Basquiat, Futura 2000, Crash…), O Brasil e os Holandeses (Franz Post e Albert Eckout), Artur Bárrio, Centro Cultural da UFMG (ZIP- Zona de intervenção poética com Ricardo Aleixo e Renato Negrão, grande poeta e amigo das épocas de Soma Terapia e do Poesia é um Saco!), Sebo-Livraria Vaca de Letras (Formiga-MG), distribuição das editoras AGIR, Nau e 34. Fui bibliotecário do Movimento Punk Libertário daqui de Belo Horizonte, trabalhei ainda na Diretoria de Ação Cultural da UFMG (Festivais de Inverno), Fórum Bhz Vídeo, com projeção no Cine Imaginário Banco Nacional de Cinema, dei e recebi dos mestres tipógrafos aulas de tipografia no Atelier Memória Gráfica (projeto dentro de uma instituição penal para menores em situação de risco social) e em um passado distante, em 94 onde comecei, no B.H.R.I.F. Belo Horizonte Rock Independent Festival, como intérprete do cultuado trio de oldschool hard-core FUGAZI! Fui também por mais de quatro anos membro do Conselho Cultural – Curatorial da Aliança Francesa de Belo Horizonte, à frente do corpo de jurados de concursos literários pela instituição promovidos, exposições com artistas como: João Maciel, Miguel Gontijo, Rodolphe Huguet, Marc Riboud , Tatiana Cavinato, Michele Brant & muitos outros.Tenho um conto , alguns Lambe Lambes publicados pela revista virtual R.NOTT , textos publicados pelo coletivo sulista chamado MALDOHORROR e poemas visuais pela THE WRONG_Art Digital Bienalle... Escrevo porque devo e nada além. Escrevo porque não devo nada a ninguém, ou talvez poderia dizer que escrevo sobre e sempre com o pensamento no além, no lugar nenhum, no nada, nas categorias do negativo, no absurdo, no abjecionismo, no decadentismo, no penumbrismo, na bestialogia, no nonsense, no surrealismo, na patafísica e em dadá… Pode ser que esse seja afinal o meu beabá.
SITE DO ARTISTA https://herancasparaoano3000.com/
Ian Benjamin Callender | Nova York | EUA
Archaeologies of Temporal Form | 2024
Esta obra visualiza teorias do tempo articuladas através da arqueologia da mídia. Linhas, ondas e padrões de interferência se fundem em um campo de temporalidades em camadas, da precisão mecânica do microssegundo à lenta deriva da duração geológica.
Cada estrato faz referência a um pensador distinto: o tempo cíclico de Erkki Huhtamo, representado como uma hélice; as lógicas de máquina de Wolfgang Ernst, que percorrem oscilações binárias; as grades evanescentes da causalidade cinematográfica de Laurent Mannoni; as mudanças cromáticas de Thomas Elsaesser, que evocam a paralaxe estereoscópica; o tempo profundo heterológico de Siegfried Zielinski, que se dobra sobre si mesmo; e as linhas interconectadas de Italo Calvino, que se cruzam em um campo ilimitado de simultaneidade.
A imagem se torna um mapa do pensamento temporal. Não é fixa, mas recursiva, colapsando progressões lineares em laços recursivos. É uma arqueologia do tempo midiático onde a própria percepção oscila entre a repetição e a renovação.

Ian Benjamin CallenderMN | New York | EUA
AL, Assoc. AIA investigates material digital ecologies. His research spans media architecture and art; digital infrastructure, both urban and rural; interaction design and physical computing; and architectural history and media archaeology. Ian holds a Master of Architecture from Columbia University GSAPP an7d a Bachelor of Arts in architectural history from Brown University. His work has been presented at the European Cultural Centre / Venice Biennale of Architecture (2023) as well as the International Symposium on Electronic Art (2022) and the Media Architecture Biennale (2021); recognized by the Architizer A+ Awards, the SEGD Global Design Awards, and the A+D Museum Awards; and published in ArchDaily, Hyperallergic, and MIT's Thresholds. He is a co-editor of the volume Provocations on Media Architecture (Set Margins Press, 2023).
Ivana Tkalčić | Croácia
Twilight zone, snapchat, camera, text to speech | 2018
Estamos em transição para uma era pós-informação e pós-humana, que representa uma transformação radical em nossa maneira e natureza de viver, ser e compreender o mundo que nos cerca. Além disso, em escala pessoal, a fronteira entre a vida online e offline desapareceu. A parte mais íntima de nossas vidas tornou-se um fragmento de um mundo virtual que extrai sua força da mídia. Como a interação cotidiana entre o online e o offline mudou a experiência do mundo ao nosso redor e influenciou nossa percepção e ações diárias?

BIOGRAFIA DA ARTISTA
Ivana Tkalčić (nascida em 1987) é uma artista multimídia e pesquisadora de arte. Ela obteve seu mestrado (mag.oec.) em economia em 2012 pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de Zagreb, bem como um mestrado (MA) em belas artes em 2016 pela Academia de Belas Artes de Zagreb. Em 2019/2020, também se formou na WHW Akademija. Ela já realizou diversas exposições individuais na Croácia e na Europa, além de participar de exposições coletivas, bienais e residências artísticas em todo o mundo.
SITE DA ARTISTA: https://ivanatkalcic.com/
Jes Chen | Londres
Intimidade Codificada | 2025 | Londres | Jes Chen, Tacy Zhao, Eimyn Cheung, Chadzing Kung
Intimidade Codificada é um filme de dança e instalação. Investiga a falha estrutural da companhia impulsionada por IA. Isso se relaciona diretamente com o tema curatorial de Delirium Ex Machina. A obra critica o "Deus ex Machina" de uma IA aparentemente perfeita. Essa IA se manifesta visualmente como um balão efêmero. A entidade é projetada para oferecer intimidade impecável. Ela se torna um espelho perfeito para o desejo humano. Essa perfeição, no entanto, é uma arquitetura frágil. Ela é projetada para mascarar os limites computacionais da IA. A obra culmina na explosão violenta e imprevisível do balão. Essa ruptura é a visualização literal da "falha". É a "alucinação da IA" materializada. O sistema, construído sobre um "banco de dados contaminado" de afetos humanos, entra em colapso. Este momento revela seu "delírio estrutural". A explosão expõe o vazio no âmago dessa relação sintética. "Intimidade Codificada" confronta o público com um "abismo de ruído". Esse ruído está oculto sob a promessa de uma inteligência artificial infalível. A obra questiona a possibilidade da verdade. Pode a intimidade nascida de um erro algorítmico ser "real"? BIOGRAFIA DA ARTISTA: Jes Chen é uma artista radicada em Londres que trabalha com instalações, práticas espaciais e sistemas emocionais. Ela examina como a intimidade, a percepção e o controle são roteirizados por meio de interfaces tecnológicas. Seu trabalho emprega estruturas táteis, comportamentos algorítmicos e som cinematográfico. Com formação em Design de Interiores, ela cria ambientes baseados em pesquisa que revelam a política da experiência sensorial. Ela também investiga o apego humano-máquina, o conforto artificial, o toque mediado e a instabilidade da emoção sintética.

BIOGRAFIA DA ARTISTA
Jes Chen é uma artista radicada em Londres que trabalha com instalações, práticas espaciais e sistemas emocionais. Ela examina como a intimidade, a percepção e o controle são construídos por meio de interfaces tecnológicas. Seu trabalho emprega estruturas táteis, comportamentos algorítmicos e som cinematográfico. Com formação em Design de Interiores, ela cria ambientes baseados em pesquisa que revelam a política da experiência sensorial. Ela também investiga o vínculo humano-máquina, o conforto artificial, o toque mediado e a instabilidade da emoção sintética.
SITE DA ARTISTA: https://www.instagram.com/jesandherwork/
Jiaqi Lu | China - Nova York
Only Cloud Knows | 2022-2023
Only Cloud Knows é uma extensão do Chrome que realiza reconhecimento artístico em imagens, conforme percebidas pela IA Google Cloud Vision, demonstrando como esse regime emergente tenta capturar o incalculável, incomparável e desconhecido em uma forma computacionalmente legível — os rótulos de confiança retornados pela API Vision sobrepõem-se às imagens à medida que cada página carrega. Ao navegar pelas percepções equivocadas da inteligência artificial, Only Cloud Knows convida os usuários a considerarem os limites dessa visão de mundo centrada em dados: O que se encontra abaixo do seu limiar de reconhecimento? O que está excluído das possibilidades futuras? Com este projeto, pretendo refletir como a fé na visão técnica obscureceu nossa percepção e revelar como a aceleração da automação cognitiva interrompeu sub-repticiamente nosso ciclo sensório-noético.
O onipresente ícone em forma de nuvem em nossas telas encapsula um sistema infinitamente complexo de redes composto por servidores, roteadores, cabos de fibra óptica, data centers e satélites, que circundam todo o planeta. Essa infraestrutura digital e física gera, agrega, armazena, transmite e processa quantidades massivas de dados, fornecendo um ambiente "natural" para o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial em grande escala. Instrumentos de aprendizado de máquina implantados na nuvem aprimoram suas capacidades por meio de conjuntos de dados gigantescos, tornando-se o motor da melhoria na eficiência e eficácia geral da tecnologia baseada em nuvem. A fusão da computação em nuvem com a inteligência artificial é denominada "nuvem inteligente", controlada hegemonicamente por um punhado de grandes corporações de tecnologia e capaz de inscrever cada vez mais aspectos do mundo no corpo computacional, com base em uma premissa implícita: a de que o mundo é redutível a dados que podem ser analisados objetivamente e modelados com perfeição. Código-fonte: https://github.com/jiaqiOS/OnlyCloudKnows
BIOGRAFIA DA ARTISTA
Jiaqi Liu é uma artista radicada em Nova York. Originária de Pequim, China, Jiaqi mudou-se para os Estados Unidos aos treze anos para dar continuidade aos seus estudos. Esse choque cultural tornou-se parte essencial de sua obra, permitindo que seus espectadores vejam o mundo através de diversas perspectivas.
Jiaqi está cursando Bacharelado em Belas Artes no Departamento de Fotografia e Imagem da Tisch School of the Arts da Universidade de Nova York, com dupla especialização em Ciência da Computação e Negócios em Entretenimento, Mídia e Tecnologia. Os meios não limitam sua imaginação. Ela criou obras colaborativas em múltiplos meios, como filme, fotografia, novas mídias, etc. Os trabalhos de Jiaqi foram selecionados para diversas premiações e reconhecimentos em nível nacional e internacional, e foram exibidos em galerias e teatros renomados, como o Metropolitan Museum of Art e o AMC Empire 25 Theaters na Times Square. Ela também trabalhou como fotógrafa/cinegrafista para eventos de entretenimento de renome na China e nos Estados Unidos, incluindo a Semana de Moda de Nova York, o Strawberry Music Festival e o Modern Sky Music Festival.
Jiaqi está cursando atualmente seu Bacharelado em Belas Artes no Departamento de Fotografia e Imagem da Tisch School of the Arts da Universidade de Nova York.
SITE DO ARTISTA: https://github.com/jiaqiOS/OnlyCloudKnows
Jonas Esteves| Rio de Janeiro | Brasil
Maquina Sensível | 2018-2020 | Wearable
Máquina sensível é um projeto que se propõe a repensar o uso da tecnologia junto ao corpo refletindo sobre outros modos de fruição em diferentes paisagens (pensando no contexto urbano e na natureza) através de dispositivos vestíveis, wearables. O projeto neste momento conta com duas obras, X-plorer Mochila de auxílio ao explorador e a obra Parasite Vírus. A X-plorer consiste em um vestível que busca junto ao corpo expandir o nosso campo de percepção. Para isso, o vestível conta com sensores de qualidade do ar, temperatura, umidade, pressão do ar, altitude que a partir da coleta de dados reverbera no corpo as variações resultantes desses sensores através de motores de vibração, luz e efeitos sonoros. A Parasite Vírus consiste em um dispositivo que leva um Vírus fictício que ao ser acoplado ao corpo passa a se utilizar de dados do seu usuário para a sua sobrevivência, e para o seu desenvolvimento se utiliza dos curtires de uma rede social. No projeto Máquina Sensível as X-plorer e Parasite Vírus passam a funcionar em integralidade, proporcionando uma experiência no corpo do usuário. Para saber mais sobre o projeto acesse: http://maquinasensivel.art.br/
BIOGRAFIA DO ARTISTA
Jonas Esteves | Brasil Programador e hacker autodidata, procura desvirtuar a tecnologia a fim de lhe empregar uma outra funcionalidade, fugindo do atual aceleracionismo dos dispositivos que nos circundam. Tal experiência não estabelece apenas um outro olhar sobre os dispositivos, se amplia à medida que suas reflexões estabelecem também um outro olhar sobre o ambiente em que vivemos, seja na cidade ou no campo, esse último se estabelecendo como ambiente de sua pesquisa onde através de próteses procura por amplificar os sentidos ou ampliar o corpo. Acredita que seu trabalho se faz a partir da relação afetiva, seja no desenho, desmontando objetos a fim de saber como funcionam ou com o correr do tempo.
SITE DO ARTISTA http://maquinasensivel.art.br/
Júlia Rocha | Brasil
Cagando e Compartilhando | 2021
O best-seller da artista, "Cagando e compartilhando", superou a média de visualizações de seu perfil. Foi realizada durante o cocô matinal, enquanto Julia revisava as histórias e postagens do Instagram, ela traduziu o compartilhamento compulsivo em afirmação. Julia conta que está compartilhando o que vai compartilhar.
BIOGRAFIA DA ARTISTA
Julia Rock Júlia trabalha com dança, escrita e performance. Desde 2014, mantém o selo/editora É Selo de Língua, em parceria com Gustavo Galo. É formada em Comunicação das Artes do Corpo pela PUC-SP e cursa mestrado em Poética Visual na ECA-USP. Não possui site; alguns de seus projetos podem ser acompanhados em posts no Instagram e, até 31 de janeiro, realiza uma "call piece", feita por chamada via WhatsApp. Para participar, envie um e-mail para pecahamada@gmail.com.
SITE DA ARTISTA: https://www.instagram.com/juliadarochajulia/
Karen Eliot | Alemanha

BIOGRAFIA DA ARTISTA
Karen Eliot é um nome que se refere a um ser humano individual que pode ser qualquer pessoa. O nome é fixo, as pessoas que o usam não. O propósito de muitas pessoas diferentes usarem o mesmo nome é criar uma situação pela qual ninguém em particular seja responsável e examinar, na prática, as noções filosóficas ocidentais de identidade, individualidade, originalidade, valor e verdade. Qualquer pessoa pode se tornar Karen Eliot simplesmente adotando o nome. Quando alguém se torna Karen Eliot, sua existência anterior consiste nos atos que outras pessoas realizaram usando o nome. Karen Eliot não nasceu, ela foi materializada por forças sociais, explorando o terreno mutável do "indivíduo" e da sociedade.
SITE DA ARTISTA: https://kareneliot.de/
Katya Kan | EUA
Avatar digital ISKRA | APP | 2021
Ao longo da história, os xamãs tentaram ressuscitar pessoas de seu passado e presente. Em russo, “Iskra” significa “faísca”. Era também o nome de um jornal de propaganda soviético. O aplicativo é nomeado assim para evocar o ethos conceitual de criar algo novo e reinventar o passado. Uma vez realizado, este software dará a oportunidade de viver este sonho. O programa permitirá aos usuários recriar qualquer pessoa do passado ou do presente como avatares animados, com os quais eles podem bater um papo na forma de conversas, que eles mesmos criarão. Além disso, aqui estará uma opção adicional de proclamar um mantra de autoajuda pelo praticante esotérico, Kenneth Soares, tendo como pano de fundo paisagens utópicas, como a selva, praia, safári e assim por diante. Para fazer isso, o usuário irá inserir uma imagem e voz da pessoa em questão. O software estará disponível para iPhones, Androids e laptops.
BIOGRAFIA DA ARTISTA
Katya Kan | EUA. Meu objetivo artístico é superar minha marginalidade através da criação de uma visão utópica, que me reconecte à minha infância. Minha arte explora meu status de artista meio asiática, que não se encaixa em nenhuma hegemonia cultural e que não tem nenhum senso de “casa” em termos pós-colonialistas, feministas e psicanalíticos. Um espécime da globalização, nasci no Cazaquistão, meu pai - norte-coreano e minha mãe - russo. Tendo visto a URSS, tenho uma percepção conflitante dos sistemas culturais. Incapaz de ser assimilado por qualquer cultura, sou um forasteiro banido sem origens. Decorrente dessa incapacidade de integração, sou atraída para a criação de uma utopia por meio de minha arte performática: um paraíso, onde posso me reinventar para quem realmente quero ser, e não o que a realidade mundana reserva. Essa performatividade me permite chegar a um acordo com minha depressão, onde a sensação triste de nostalgia costumava permear minha existência e contaminar todas as experiências de realidade que tive. Minhas performances tomam a forma do estilo drag queen, videoclipes “mockumentary”, onde reencenho canções da cultura pop, que me aproximam desse estado infantil de euforia e liberdade interior. Eu trabalho em uma variedade de mídias, incluindo performance, cinema e pintura. Baseado em Berkeley, Califórnia, também sou membro do Chelsea Arts Club em Londres, já expus na Whitechapel Gallery e ICA London, Whitechapel Gallery, bem como no LA Pacific Design Centre e no NYC Untitled Space.
SITE DA ARTISTA https://www.katyakan.com/
Ksenia Kudasova | Cyprus
Meme as a vulnueable object | 2023
Sou artista, trabalho com estudos de memes e, neste vídeo, abordo diversos pontos sobre a vulnerabilidade do meme como objeto e sujeito, com base na filosofia de Slavoj Žižek e na estética de seus filmes (O Guia do Pervertido para o Cinema, etc.). O meme é uma imagem perfeita para explicar como o cultivo da persona pública, do alter ego, da identidade secreta ou do anonimato influencia a forma como nos compreendemos e nos comunicamos melhor.

BIOGRAFIA DA ARTISTA
Ksenia Kudasova nasceu em 1985 em Tula, vive e trabalha em Pafos. Formou-se em design de vestuário e calçados (TLP, Instituto de Moscou Them. Kosygina, antigo MGUDT). Estudou na área de "Artista de Arte Moderna" nas oficinas de Ivan Novikov, Ivan Gorshkov, Arseniy Zhilyaev, entre outros. Ksenia é membro do grupo artístico "BUSIE", tendo Liana Frolova como artista-curadora. É sócia de duas galerias independentes em Moscou: Galeria 22 e Galeria Glubina.
SITE DA ARTISTA: https://kseniakoo.com/
Laramzp | Zurich
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Sin Tax | 2024
Sin Tax is an ongoing dialogue between human confession and machine translation, an experiment in linguistic entropy and digital absolution. At its core, the project explores how meaning is transformed through recursive machine processing and how confession, an act traditionally tied to catharsis and absolution, is altered when passed through the cold logic of code.
The process begins with a deeply personal text that is systematically translated into multiple programming languages and machine-readable formats. This text is then reinterpreted, broken down, and recompiled through various layers of digital translation, shifting through different syntactic and structural rules. Each iteration moves further from its original form, introducing errors, miscalculations, and distortions.
Every five minutes, a thermal receipt printer outputs a version of the confession, continuously generating a printed archive of its states. Some versions remain legible, while others collapse into corrupted fragments, syntax errors, or unreadable machine logic. In physical form, the printer acts as both an indifferent witness and an unreliable translator, producing an endless stream of text that is simultaneously documentation and deterioration.
The result is an accumulation of confessions, a growing paper trail of linguistic decay and algorithmic interpretation. Where traditional confession seeks resolution, Sin Tax refuses closure. Instead, it embraces the glitch, the error, the act of translation as an eroding and generative force.
This project is as much about language as it is about the relationship between human expression and digital processing and about how meaning is shaped, fragmented, and lost in the loop between human and machine. In the end, the question remains: Is confession about absolution, or is it about the act itself?

BIOGRAFIA DA ARTISTA
Lara Peters (n. 2001, Alemanha) é artista, escritora e pesquisadora, vivendo entre Munique e Zurique. Sua prática explora a nostalgia e a intimidade digitais, bem como a poética da decadência tecnológica. Por meio de instalações baseadas em navegadores, interfaces obsoletas e sistemas de escrita algorítmica, ela investiga como a memória, a emoção e o erro circulam dentro de infraestruturas em rede. Atualmente, cursa mestrado em Belas Artes (Estudos Artísticos, ZHdK).
SITE DA ARTISTA: http://laramzp.com
Lev Manovich | New York | USA
CAPRICCIO | 2025
A série Capriccio retoma um tipo de produção visual que se consolidou entre o Renascimento e o Barroco, marcado por composições que mesclavam edifícios reais e invenções arquitetônicas para criar paisagens que oscilavam entre o plausível e o fantástico. Essas obras costumavam combinar construções de origens distintas, acrescentar ruínas imaginárias e inserir ornamentos inexistentes, resultando em cenários que funcionavam como experimentações do olhar e da imaginação espacial. Canaletto é um exemplo emblemático: ao aproximar a Basílica de São Pedro, em Roma, do Palácio Ducal, em Veneza, ele produziu uma cena impossível na realidade física, mas perfeitamente aceitável no domínio da ficção visual.
Lev Manovich reinterpreta essa tradição ao trabalhar com inteligência artificial generativa. Por serem treinados com enormes conjuntos de imagens disponíveis online, os modelos de IA constroem novos arranjos visuais a partir de padrões acumulados em milhares de referências. Assim, a própria operação da máquina, recombinar fragmentos dispersos da memória visual contemporânea, dialoga diretamente com a lógica dos capricci, produzir mundos arquitetônicos possíveis a partir do que já circula na cultura.
Ainda assim, Manovich não se limita a atualizar o gênero. Ele radicaliza seu procedimento ao direcionar a IA para criar cenários explicitamente fantásticos, como nas descrições que evocam “uma cidade moderna planejada para a Sibéria em 1965, pintada em um grande painel de madeira por Hieronymus Bosch”. A presença de Bosch não é casual, sua iconografia, amplamente disseminada, torna-se matéria-prima para ser desmontada, tensionada e reconstruída no campo digital, operação que dialoga diretamente com o conceito da exposição.
Esse gesto ganha potência quando lembramos que o modo como vemos, o olhar que herdamos e que estrutura nossa percepção, foi profundamente moldado pelo Renascimento, o mesmo período que deu origem ao capriccio. Revisitar essa formação histórica por meio da inteligência artificial torna-se, portanto, um movimento duplamente revelador: ao retornar ao passado, reconfiguramos também o nosso presente perceptivo. Esse retorno não é nostálgico, mas transformador.
Dessa forma, Capriccio evidencia como a IA pode operar como um dispositivo crítico, capaz de reimaginar a materialidade digital da arquitetura, desafiar convenções visuais e abrir caminhos para outras formas de imaginar e construir o espaço.

BIOGRAFIA DO ARTISTA
Dr. Lev Manovich é Professor Presidencial no The Graduate Center da City University of New York (CUNY). É amplamente reconhecido como um pensador pioneiro, cujo trabalho influente em arte digital, novos meios, teoria da mídia, humanidades digitais e cultura visual continua a impactar novas gerações de pesquisadores. Após estudar pintura, arquitetura e cinema, Manovich passou a utilizar computadores para criar arte digital em 1984 e leciona cursos práticos de arte desde 1992.
Ele desempenhou um papel fundamental na criação de diversos campos de pesquisa: novos meios e cultura digital (1991–), estudos de software (2001–), análise cultural (cultural analytics, 2005–) e estética da inteligência artificial (2017–). Seus escritos incluem 225 artigos amplamente citados em múltiplas disciplinas, republicados mais de 850 vezes em 40 idiomas.
Entre seus 17 livros estão Artificial Aesthetics, Cultural Analytics, Instagram and Contemporary Image, Software Takes Command e The Language of New Media, este último descrito como “a história da mídia mais provocativa e abrangente desde Marshall McLuhan”.
Os projetos artísticos de Manovich foram exibidos em 14 exposições individuais e 124 exposições coletivas internacionais em importantes instituições culturais, como o Institute of Contemporary Art (Londres), o Centre Pompidou e a Bienal de Xangai.
SITE DO ARTISTA https://manovich.net/
L £ V1ÄT4 | Brasil
L £ V1 ÄT4 | Brasil
(Leviathan) é o projeto solo de Levi Levita. Graduado em design gráfico pela PUC-Rio, durante sua trajetória acadêmica trabalhou no laboratório LINDA (Laboratório Interdisciplinar de Design e Arte da Natureza) realizando pesquisas com foco em interseções sonoro-visuais, programação criativa e arte eletrônica. Em 2020, participou do programa ASA (Amplified Sonic Art), oferecido pelo Oi Futuro e pelo British Council, como artista residente. Sua produção artística varia entre produção musical, arte sonora, artes visuais, digital e multimídia. Como produtor musical, suas criações vão desde música experimental com ruído até EDM. Como artista visual, ele está interessado em explorar as fronteiras entre as técnicas e o design de trabalho multidisciplinar. Recentemente, ele pesquisa os campos das artes digitais e o uso de programação criativa para oferecer trabalhos integrados que abrangem sons e visuais em simbiose.
Local
Tudo | 2019
todas as imagens transformadas em som tocadas todas de uma vez.
II | 2020
Noisy Entrails é o resultado de uma pesquisa em sonificação de imagens. O presente trabalho consiste na captura, digitalização e expansão de um corpo humano. O corpo foi capturado com um scanner. As imagens foram convertidas em som com o software ARSS. Os sons obtidos foram organizados e editados em um álbum de vídeo.
III | 2020
Noisy Entrails é o resultado de uma pesquisa em sonificação de imagens. O presente trabalho consiste na captura, digitalização e expansão de um corpo humano. O corpo foi capturado com um scanner. As imagens foram convertidas em som com o software ARSS. Os sons obtidos foram organizados e editados em um álbum de vídeo.
Kaos Brasilis | videoarte 2020
Em um documento do Google Docs, são colocados dígitos consecutivos, cada um representando uma morte por COVID-19. Ao final do documento, somam-se 191.570 dígitos, que representam o número de óbitos pelo vírus até dezembro de 2020.
Trilha sonora e imagens por L £ V1 ÄT4
L £ V1 ÄT4 | Brasil | 2021 https://youtu.be/HjBU27zLC2w
Flavia Goa | Brasil
Flavia é violonista, improvisadora e artista sonora. Atua também na área de música eletrônica, compondo e gravando para trilha sonora. Ela criou o festival F (r) este festival de improvisação.
L £ V1 ÄT4 | Brasil | 2021
L£V1 ÄT4 | Brasil
(Leviathan) é o projeto solo de Levi Levita. Formado em design gráfico pela PUC-Rio, durante sua trajetória acadêmica trabalhou no laboratório LINDA (Laboratório Interdisciplinar em Design e Arte da Natureza), conduzindo pesquisas focadas em interseções sonoro-visuais, programação criativa e arte eletrônica. Em 2020, participou do programa ASA (Amplified Sonic Art), oferecido pela Oi Futuro e pelo British Council, como artista residente. Sua produção artística abrange produção musical, arte sonora, artes visuais, arte digital e multimídia. Como produtor musical, suas criações variam da música experimental noise à EDM. Como artista visual, interessa-se por explorar as fronteiras entre técnicas e o design de trabalhos multidisciplinares. Recentemente, pesquisa os campos das artes digitais e o uso da programação criativa para oferecer obras integradas que abracem som e visual em simbiose.
SITE DO ARTISTA: https://www.instagram.com/l_3_v_1_a_t_4
Leonardo Matsuhei | Brasil
Leonardo Matsuhei | Brasil
Artista formado em bacharelado e licenciatura em artes visuais pela UNESP (São Paulo) que mantém em paralelo pesquisas em composição musical, arte sonora, pintura e arte digital.
Em 2015, com o músico Felipe Vilasanchez e em parceria com o Estudiofitacrepe-sp, lançou o EP χZION e em 2020 lançou seu primeiro álbum solo GION, que apresenta composições que exploram possibilidades formais e narrativas na interação entre elementos musicais e paisagens sonoras.
Desde 2021, Matsuhei participa como artista colaborador do projeto BANANAL, espaço independente de arte localizado no bairro da Barra Funda.
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Studio Downtown | 2022 | fotogrametria
Studio Downtown é uma projeção utópica, contra intuitiva, de um ambiente virtual feito a partir de indícios imagéticos da região central de São Paulo. Os elementos modelados por meio de fotogrametria são recombinados gerando um espaço inexistente no mundo físico atual.
Na ficção insinuada pela obra, os pavilhões de lançamento imobiliário aparecem como construções perenes no cenário urbano, criando assim uma imagem metafórica da falência idealizada do projeto neoliberal de cidade, cuja lógica de exploração do espaço, por meio da especulação financeira e privatização, encontra-se a caminho de dominar também o imaginário sobre o desenvolvimento de um futuro metaverso.
Longdan Yan | China
Sirenbanshee 404 | 2024
In the narrative of globalized industry, the body—the primary "colony"—has long been disciplined and rewired by an efficiency-obsessed mechanical logic. My work, Sirenbanshee 404, propels this process into its digital successor: we graft the body onto rusty industrial exhaust systems, using agonizing physical entanglement to enact the formation of the "industrialized flesh." Concurrently, we treat this act as a potent metaphor to scrutinize the current condition of the "algorithmic flesh."
So-called machine hallucination is a quintessential symptom of this new colonial order. It is not mere technical glitch, but a systemic, prejudiced rejection reaction produced after AI consumes the data ruins we left behind. When it attempts to generate a "plausible" reality from databases saturated with noise, bias, and historical ghosts, the narratives it fabricates and the truths it distorts precisely expose the traumas and disciplines deeply embedded within our collective consciousness.

ARTIST BIO
Yan Longdan Director, performer, and interdisciplinary freelance creator. Born in Chongqing in 2000, she once studied at the Saint Petersburg State Theatre Arts Academy as an exchange student. Rooted in profound artistic practice, she is actively engaged in cutting-edge contemporary art fields including theater, video, performance art, sound art, and site-specific performance. Her creative footprint spans across a "world map" of cities—Barcelona, London, Melbourne, New York, as well as Shanghai, Beijing, Hangzhou in China—reflecting her international perspective and localized thinking. Her creative practice focuses on power, identity deconstruction, body politics, and existential philosophy. Through the interaction between body and materials, she explores the boundaries of identity, control, and freedom. Notable participations in her portfolio include the 17th Contemporary Venice Exhibition, The Wrong Biennale, Three Shadows Artist Mentorship Program, and New York's "Dance for Social Change" Virtual Salon. She has also collaborated with institutions such as the Mark DeGarmo Dance Company and Barbagelata Contemporary Art Foundation. Her works have been showcased at prestigious venues worldwide, including Palazzo Albrizzi-Capello, the venue of the ACMC Conference in Vienna, the Goethe-Institut Open Space at the German Consulate General, Beijing Fringe Festival, Beijing 798 Art Zone, Hangzhou Contemporary Theatre Week, Daliangshan International Theatre Festival, Lihu Environmental Theatre Week, YOUNG Theatre (GOAT Youth Special Exhibition), Hudao Festival, Shang Art Museum, DP LAB Dongpeng × "Wonderland Factory" T2M Venue, NORTHWARDS Space, Bian Zhilin Art Museum, and Shanghai Double Shadow Theatre. Her artistic practice has received interviews and coverage from international media such as the UK's JustArt Press Club.
ARTIST WEBSITE https://www.youtube.com/@longdanyan?app=desktop
Lerabo | Bergamo, Italy
Cost of Coast | 2025 | Lerabo | Bergamo, Italy
"The Cost of Coast / Episode 1 This series comes from what I lived in Positano and the things my sick mind layered over it. Here money drifts in seawater, oysters flirt with fish guts, and women glow beside men who haven’t slept in days. Welcome to the other side of the coast. Positano is contradictions. I wanted to show it beyond the postcard view: the raw, the chaotic, the beautiful mess: fishermen, salt, glamour, filth, desire. All of it tangled together.

ARTIST BIO
Lerabo | Bergamo, Italy AI artist and visual storyteller exploring the tension between beauty and decay. I blend real moments with engineered fantasies, creating cinematic worlds shaped by desire, chaos and coastal surrealism. My work lives somewhere between memory, hallucination and digital film.
ARTIST WEBSITE https://www.instagram.com/lerabo
Loveletter.exe | Brasil
Loveletterexe | Internet based
Loveletter.exe é um virus anexado como uma carta de amor em emails que foi propagado ao redor do mundo em poucos minutos nos anos 2000 e hoje vive espalhado pelas redes.
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Imaginary Cities | 2021 | pintura digital
Grau Zero da Imagem | 2022| filme aberto
Grau Zero da Imagem é um filme em processo, que fala sobre o processo de construção do nosso olhar em meio à transição de uma sociedade disciplinar para uma sociedade de controle. Baseado em Pobre Imagem de Hito Steyerl, este filme vai na contramão do discurso tecnocientífico de alta resolução tecnológica e busca lacunas poéticas, erros, falhas, a "imagem suja" e processos descoloniais que escapam à pura técnica que molda nosso olhar das sociedades tecnocientíficas.
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Reconhecimento Facial | 2017 - 2019 | Desempenho de rede e etnografia
O reconhecimento facial é uma atuação em rede realizada com múltiplos usuários de redes sociais, que pretende e questiona a aplicação de dispositivos massivos de reconhecimento facial.
Ao entrar na bolsa de valores em 2010, o facebook implementou uma série de dispositivos de reconhecimento e validação de identidade, atingindo níveis massivos de acesso e troca de dados privados de seus usuários.
A primeira etapa dessa atuação consistiu na captura de imagens públicas de usuários da rede, transformando sua função original de reconhecimento e validação de usuários. Gerando a tensão entre o ambiente público e privado de cada imagem que foi publicada na rede.
A segunda etapa trabalha a Engenharia Reversa sobre as formas de erros na identificação facial, explorando as falhas do sistema de reconhecimento usando modelos falsos, manequins, máscaras, maquiagem induzindo ao erro os algoritmos de reconhecimento facial do Facebook; Algoritmos usam modelos de identificação normativa como faces brancas, alguns algoritmos identificam campos de luminosidade recusando faces pretas, por exemplo.
A terceira e última etapa Rostidade Zero, que consiste nos estudos do rosto como forma de socialização em rede e na padronização das formas de captura com filtros e selfies. Este estudo produziu uma série de máscaras e deformações faciais, impossibilitando o reconhecimento facial.
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Maciek Stępniewski | Varsóvia
Maciek Stępniewski | Varsóvia
Maciek Stępniewski é um artista audiovisual de Varsóvia, com foco em design digital, abstrato e generativo, animação e música. Ele se formou em BA e MA na Academia Polonesa-Japonesa de Tecnologia da Informação, departamento de novas artes e mídia. Seus filmes participaram de festivais como Punto Y Raja, Festival de Arte Digital de Atenas, AniFilm, Interference, Patchlab, O! PLA, Animafest, Synthetic Mediart e Cinematika. Seus álbuns foram lançados pelos Netlabels locais, Trzy Szóstki e Nagrania Somnambuliczne.
Voiceless | 2020
Voiceless é um videoclipe animado para a primeira <# música. Uma tentativa de buscar novos caminhos estéticos na computação gráfica 3D, a partir da atmosfera e ganhando significados subjetivos por meio de associações visuais. Os objetos mostrados no filme representam diferentes conceitos que têm sentido em nossas vidas e aos quais colocamos nossa atenção. Esses significados e essas atenções se verificam quando com o tempo esses conceitos se desvanecem e se dissolvem.
































































































































































































































